Osmar Bertoldi é procurado pela Justiça por espancar ex-noiva

Redação


O suplente de deputado federal e diretor da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) Osmar Bertoldi (DEM) é procurado pela Justiça há 20 dias. Bertoldi é acusado de espancar sua ex-mulher Tatiane Bitencourt e descumprir medida protetiva. Em decisão do Tribunal de Justiça, com base na Lei Maria da Penha, Bertoldi deveria manter distância da ex-mulher depois que ela denunciou as agressões.

Tatiane Bittencourt teria sofrido diversas agressões do ex-noivo e resolveu denunciar em agosto. Por descumprir a decisão da Justiça, Bertoldi teve decretada a prisão domiciliar, em que deveria usar uma tornozeleira eletrônica. O oficial de Justiça responsável por entregar a intimação não conseguiu encontrar o diretor da Cohapar. Ele também não estaria aparecendo no trabalho nos últimos dias.

Tatiane contou que foi espancada por Bertoldi. “Me pegou pelo cabelo, me deu vários socos, me prensou com os joelhos, me deu uma joelhada. A vítima ainda relata que foi encarcerada para não expor as marcas de agressão. “Fiquei seis dias sem poder sair. Depois da primeira agressão ainda teve outras nesse tempo”, conta.

“Ele fez eu dizer pra minha família que eu tinha viajado. Depois que eu disse que não ia denunciar ele me liberou. Eu fiquei com tanto medo que realmente não ia denunciar. Minha mãe viu, meus filhos, ficaram revoltados e resolvi denunciar”.

O advogado Rafael Carvalho, que defende Bertoldi, afirma que a vítima também agrediu o ex-noivo. “Ela agrediu ele fisicamente, com socos, tapas. É do nosso conhecimento que ele luta muay thai. Ele apenas se defendeu tentando acalmá-la”, disse em entrevista à RIC TV, em Curitiba.

A promotora de Justiça Mariana Bazzo, coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero (Nupige) do Ministério Público, alerta para que as mulheres sempre denunciem agressões. “É importante que a mulher sempre denuncie. Porque a mulher mesmo não entende, por vezes, que aquela violência pode chegar a culminar em sua morte”, alerta.

Em 2012, Mariana Bertoldi, de 39 anos, irmã do ex-deputado estadual Osmar Bertoldi, foi assassinada pelo namorado no bairro Rebouças, em Curitiba, Ela estava grávida de dois meses. Mariana teria ido ao médico antes de ser assassinada.

O namorado dela, de 26 anos, Leandro Ferreira de Goes disse à polícia que marcou de se encontrar com a namorada depois que ela saísse do médico, em dezembro de 2012. Eles teriam começado a discutir no carro dele e, na versão dele, ela o teria agredido. “Ele disse que pegou uma faca que tinha no carro e deu o primeiro golpe na barriga da vítima”, declarou o delegado Rubens Recalcatti, responsável pela investigação na época. Mariana então teria saído do automóvel, onde a briga continuou e ela foi atingida por outros quatro golpes, na Rua Alferes Poli, no Rebouças.

O assassino foi condenado a 22 anos de prisão.

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