Pacto pela Mata Atlântica é debatido no Paraná

Mariana Ohde


A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (SEMA) sediou na sexta-feira (24), evento sobre o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, com a participação do Instituto de Estudos Ambientais – Mater Natura. No auditório da secretaria, foi traçado cenário e apresentadas perspectivas sobre a restauração florestal no Paraná. O tema da oficina foi o “diagnóstico de ações e localização dos projetos na plataforma geoespacial do Pacto (SIGWeb)”.

O objetivo é mapear os atores da cadeia de restauração no estado, visualizar onde cada um atua e divulgar a plataforma para inserção dos projetos e áreas objetos de processos de restauração florestal, no banco de dados do pacto.

Segundo a coordenadora de Biodiversidade e Florestas da SEMA, Sueli Ota, o estado do Paraná é protagonista quando o assunto é regeneração de mata atlântica. “Recentemente foi publicado um estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), sobre a regeneração do bioma, onde o Paraná aparece no primeiro lugar em área regenerada”, lembra Sueli.

O referido estudo, intitulado “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, identificou a regeneração de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km², entre 1985 e 2015, em 9 dos 17 estados brasileiros que compõem o bioma. A área corresponde aproximadamente ao tamanho da cidade de São Paulo. De acordo com o atlas, o Paraná é o estado que mais apresentou áreas regeneradas, totalizando 75.612 ha, seguido por Minas Gerais com 59.850 há.

Pacto pela Mata Atlântica

Lançado em abril de 2009, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica é um movimento que tem como missão articular instituições públicas e privadas, a comunidade científica e proprietários de terras, para integrar os esforços e recursos na geração de resultados em restauração e conservação da biodiversidade nos 17 estados do bioma Mata Atlântica.

A meta do Pacto é viabilizar a recuperação de 15 milhões de hectares até o ano de 2050, mas com metas parcias escalonadas por períodos e o monitoramento dos resultados anuais.

“Pretendemos atingir essa meta através da articulação de parceiros locais, como fazemos aqui nesse seminário, buscando reunir várias instituições que trabalham com restauração, para somar todos os esforços que ocorrem nesta região e fazer os encaminhamentos no sentido de maximizar as ações”, disse Ludmila Pugliese de Siqueira, secretária executiva do Pacto.

Entre as instâncias que compõem o Pacto estão as Unidades Regionais, que tem a função de atuar como elo entre o Pacto e os atores locais da cadeia de restauração. O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais é a Unidade Regional do Pacto no Paraná.

“O Mater Natura deverá ampliar o contato com outros atores da cadeia de restauração no Paraná, convidando aqueles que ainda não participam do Pacto a se associar e esta rede. Também irá estreitar os contatos estabelecidos nesta primeira oficina para a discussão de uma estratégia comum para a restauração de fragmentos florestais, especialmente entre unidades de conservação, visando à formação de corredores ecológicos”, explica Paulo Aparecido Pizzi, presidente do instituto.

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Repórter no Paraná Portal
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