Padilha pede licença da Casa Civil e deve virar alvo da Lava Jato

Roger Pereira


Um dia depois de ter sido citado pelo advogado José Yunes como destinatário de um envelope entregue pelo operador Lúcio Bolonha Funaro no escritório de Yunes que, segundo a delação, continha parte da propina destinada ao PMDB, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu licença do cargo. O afastamento é por questões médicas (o ministro passará por uma cirurgia para a retirada da próstata) e tem data prevista para retorno, 6 de março, mas aliados do presidente Michel Temer apostam que o período de afastamento deverá ser prolongado.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, afirmou ter recebido, a pedido de Padilha em 2014, um “pacote” em seu escritório, entregue por Lúcio Bolonha Funaro, ligado a Cunha.

A versão coincide com trechos da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, de que Padilha orientou entregar a Yunes parte de R$ 10 milhões negociados entre a empreiteira e Temer para a eleição de 2014. Após o depoimento, a Procuradoria-Geral da República estuda pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar Padilha. O ministro ainda não se manifestou sobre as declarações do ex-assessor do Planalto.

 

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Repórter do Paraná Portal
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