“Pagamos o preço por não aceitarmos coligação com partidos envolvidos em corrupção”, diz Jorge Bernardi

Roger Pereira


O segundo entrevistado da série do Paraná Portal com os candidatos ao governo do estado é Jorger Bernardi, que disputa a eleição de outubro pela Rede Sustentabilidade, partido da presidenciável Marina Silva. Com apenas quatro parlamentares dos partidos de sua coligação na Câmara Federal, Bernardi tem 9 segundos de tempo de TV e não tem, sequer o direito a participar obrigatoriamente dos debates (que é garantido aos candidatos de coligação com cinco ou mais parlamentares). Além disso, o partido conta com pouquíssimos recursos do Fundo Eleitoral, e, segundo o candidato, nenhum centavo será dedicado à campanha no Paraná.

Na entrevista, ele lamenta a situação, mas diz que o partido escolheu esse caminho ao decidir não se coligar com nenhuma legenda envolvida em escândalo de corrupção como a Lava Jato. Para compensar o falta de recursos na campanha e de tempo na TV, ele diz contar com a campanha na internet, com a popularidade de Marina Silva e com o desejo do paranaense em não votar em partidos envolvidos em corrupção.

“Optamos por fazer uma chapa que não tivesse nenhum candidato, nenhum partido envolvido nos escândalos de corrupção que marcaram os últimos anos, como a Lava Jato. Por questão de princípio, decidimos não contaminar nossa chapa. Pagamos, com isso o preço de não termos os cinco parlamentares na Câmara para termos o direito de participar de todos os debates. Aliás, é uma coisa muito triste, porque os partidos com mais tempo de televisão e mais recursos do fundo eleitoral ão os que mais estão envolvidos nos escândalos, porque eles fizeram uma lei para beneficiar a eles mesmos”, disse. “Mas estamos acreditando, com nossa candidata a presidente Marina Silva, que o povo paranaense e brasileiro, no momento exato, tomará a decisão certa de não votar nos partidos e candidatos que transformaram o Brasil no campeão mundial de corrupção. E como a Lava Jato nasceu no Paraná, esse resgate pode começar por aqui”.

Relator da CPI do Transporte Público na Câmara Municipal de Curitiba, o ex-vereador diz que combaterá, no governo, a “organização criminosa” que atua no ramo. “Existe uma organização criminosa no Brasil que estava fraudando as licitações de transporte coletivo no Paraná e no Brasil. Vamos enfrentar essas organizações, que tem seus sustentáculos dentro da administração pública”.

Confira a íntegra da entrevista:

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal