Política
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Na pandemia, Bolsonaro vai nomear reitores sem eleição nas universidades

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai poder nomear reitores para universidades e institutos federais durante a p..

Folhapress - 10 de junho de 2020, 11:14

(Brasília - DF, 07/05/2020) Reunião com Braga Netto, Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República Paulo Guedes, Ministro de Estado da Economia e Marco Polo de Mello Lopes, Presidente-Executivo do Instituto Aço Brasil e Coordenador da Coalizão Indústria.
Foto: Marcos Corrêa/PR
(Brasília - DF, 07/05/2020) Reunião com Braga Netto, Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República Paulo Guedes, Ministro de Estado da Economia e Marco Polo de Mello Lopes, Presidente-Executivo do Instituto Aço Brasil e Coordenador da Coalizão Indústria. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai poder nomear reitores para universidades e institutos federais durante a pandemia do novo coronavírus sem a realização de consulta à comunidade acadêmica.

Uma medida provisória publicada nesta quarta (10) diz que o presidente irá nomear reitores e pró-reitores temporários para as instituições de ensino em que houver o término de mandato dos atuais dirigentes durante o período da pandemia.

A medida também determina que as instituições não podem fazer a consulta acadêmica de forma online ou remota. "Não haverá processo de consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, ou formação de lista tríplice para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino durante o período da emergência de saúde pública", diz o texto.

A Andifes (associação que reúne os reitores das universidades federais) informou que vai adotar as medidas jurídicas necessárias para contestar a MP, "que atenta de forma absurda contra a democracia em nosso país e a autonomia constitucional de nossas universidades".

Mesmo antes de assumir a presidência, Bolsonaro prometia mudanças nas regras para a escolha de reitores das universidades federais, as quais acusa de ser "aparelhadas". Esta é a segunda MP editada pelo governo federal alterando as regras para a nomeação dos dirigentes.

Neste ano, ao menos 3 institutos federais tiveram reitores temporários nomeados pelo Ministério da Educação sem que tenham sido eleitos pela comunidade acadêmica. Os casos ainda tramitam na justiça.