Para evitar servidores, policiamento na Ópera de Arame está preparado para três dias

Vinicius Cordeiro e Francielly Azevedo

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O policiamento da Ópera de Arame, ponto turístico de Curitiba, está reforçado durante a sessão da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e está preparado para os três próximos dias. São cerca de 800 policiais, divididos em turnos, para que o entorno do local seja frequentado apenas pelos deputados e seus auxiliares, além da imprensa. Apenas os moradores da região, dos bairros Pilarzinho e Abranches, têm livre circulação. Ou seja, a intenção é manter os servidores, professores e sindicalistas longe da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência.

Além disso, o trânsito foi bloqueado na Rua João Gava, entre as ruas Mateus Leme e Nilo Peçanha, e policiais reforçam a segurança no local. Detalhe: o ponto de bloqueio fica a quase um quilômetro da Ópera. Por fim, vale ressaltar que a expectativa é que a votação dos deputados dure até a madrugada desta quinta-feira (5).

A Setran (Secretaria Municipal de Trânsito) também informou que as linhas de ônibus Interbairros II, Turismo e Mateus Leme sofrem desvios.

PMPR faz bloqueio a partir da Rua Mateus Leme. (Ernani Ogata)

O texto, enviada ao Legislativo pelo governador Ratinho Junior (PSD), propõe algumas alterações no sistema previdenciário do estado. Entre elas, estão o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14% e o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres.

As medidas desagradam os servidores, que entraram em greve na última segunda-feira (2) e ocuparam a Assembleia ontem (3). Por causa disso, a votação foi transferida para a Ópera de Arame.

POLICIAMENTO FORTE APÓS CONFRONTO COM SERVIDORES

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PMPR também marca presença na sessão da Alep. (Francielly Azevedo)

A PMPR (Polícia Militar do Paraná) conta com o BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e a Tropa de Choque. Além disso, agentes de outros batalhões estão de prontidão caso seja necessário agir. Ontem, o confronto com os servidores foi marcado pelo uso de gás de pimenta e a formação de uma barreira para os manifestantes não entrarem no plenário. Mesmo assim, os grevistas passaram a noite na Assembleia.

“Os eventos de ontem prejudicaram o bom andamento da sessão do Poder Legislativo. Houve uma quebra dos protocolos de segurança. O presidente Traiano solicitou o reforço policial e a PMPR garante o exercício das outras instituições dos outros poderes do estado”, disse o Coronel Péricles de Matos, comandante da PM.

Neste momento, ninguém tem acesso ao palco – onde ocorre a votação. Fotógrafos e cinegrafistas ficam em um local demarcado, enquanto os repórteres estão nas últimas fileiras. Eles podem apenas ir ao banheiro.

VOTAÇÃO DA PREVIDÊNCIA NO PARANÁ

A sessão começou às 14h35 e conta com a presença de 53 deputados – Gilberto Ribeiro é o único ausente.

A primeira votação do dia foi um requerimento, apresentado pelo líder do governo, Hussein Bakri (PSD), para derrubar o interstício de cinco sessões.

Pela Legislação, deveria existir um intervalo entre as votações de primeiro e segundo turno. Contudo, o deputado Adamir Traiano, presidente da Alep, já adiantou que o desejo é fazer as duas votações e a redação final da Previdência ainda hoje.

Contudo, por 42 votos a 10, o requerimento derrubou o interstício. Ou seja, não é necessário nenhum intervalo entre as votações em primeiro e segundo turno.

Porém, os deputados da oposição afirmam que não vão votar.

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