Para Flávio Arns, reeleição é o canal direto para a corrupção

Roger Pereira e Pedro Ribeiro

Senador eleito pelo Paraná no último domingo, Flávio Arns (Rede) afirmou, em entrevista ao Paraná Portal, que levará quatro grandes bandeiras para Brasília durante seu mandato: a defesa da educação e da pessoa com deficiência, causas históricas de sua vida política e, também, o combate à corrupção e a aprovação das reformas política e tributária.

Entre suas propostas para a reforma política, ele destaca o fim da reeleição no poder executivo (presidente, governadores e prefeitos). Para ele, a possibilidade de um governante usar a máquina publica para viabilizar sua reeleição é uma porta para a corrupção. Ele relaciona, inclusive, essa situação, aos casos envolvendo o ex-governador Beto Richa (PSDB), de quem foi vice no primeiro mandato.

“Uma das piores coisas é a reeleição. É um dos canais mais diretos para haver todo o tipo de acerto , de corrupção, de desvio de dinheiro. No Brasil, deveríamos acabar com a possibiliade de reeleição para o Executivo”.

Arns lamentou o desfecho melancólico do governo Richa, mas ressaltou que, apesar de ter sido secretário de educação, os desvios descobertos pela Operação Quadro Negro não eram de sua alçada. “A gente lamenta muito isso. Eu ia para Brasília regularmente buscar recursos para a construção de escolas. Na última fase, conseguimos R$ 100 milhões. Fizemos todo o esforço possível para termos essas obras e a gente lamenta que tenha acontecido isso na equência. Uma das piores coisas que aconteceu foi a recriação da Fundepar, porque aí saiu tudo do controle da Secretaria de Educação para outro órgão e fez com que decisões importantes fossem tomadas à parte da Secretaria de Educação”.


O novo senador também se comprometeu em defender a causa da sustentabilidade, principal bandeira de seu partido e dos direitos humanos, mas destacou que o direito à segurança também é um direito humano, ao comentar possível confronto de ideias com a “bancada da bala”, que chegará com grande força na próxima legislatura. Sem declarar voto, ele disse que, no segundo turno da eleição presidencial, prestará atenção na candidatura que defender as posições que, para ele, são as maias caras: “o combate à corrupção e defesa da família”.

Confira a íntegra da entrevista:

 

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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