Política
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Para Fruet, acusações de Greca são justificativas para não cumprir promessas de campanha

Após a coletiva de imprensa convocada pelo prefeito Rafael Greca (PMN) na tarde desta segunda-feira (30), o ex-prefeito ..

Fernando Garcel - 30 de janeiro de 2017, 17:20

Após a coletiva de imprensa convocada pelo prefeito Rafael Greca (PMN) na tarde desta segunda-feira (30), o ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) divulgou uma nota em que afirma que as acusações do atual gestor servem apenas como justificativa para o não cumprimento das promessas feitas durante a corrida eleitoral.

Greca acusa Fruet de deixar dívida bilionária na prefeitura de Curitiba

De acordo com Greca, o ex-prefeito teria deixado uma dívida de R$ 1,27 bilhão. Segundo o relatório produzido pela nova equipe, o rombo fere a Lei de Responsabilidade Fiscal já que metade da dívida não tem o instrumento legal para pagamento. "Na minha gestão passada não tinha lei de responsabilidade. Queria que o Fruet me respondesse como ele deixou de cumprir a lei que ele tanto se orgulhava”, questionou Greca.

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Em nota, Fruet afirma que ao longo do processo eleitoral manteve a responsabilidade sobre o momento econômico do país enquanto os adversários "prometiam terreno na lua" e que isso teria contribuído para a derrota nas urnas ainda no primeiro turno. "Mesmo administrando a cidade em meio a pior crise econômica da história recente, com três anos de queda no PIB, deixamos a Prefeitura com dívida semelhante a que assumimos corrigida pela inflação e destaquei isso no final do ano", diz o ex-prefeito.

Para o ex-prefeito, as acusações e contas de Greca são "justificativas para o não cumprimento das promessas inexequíveis de campanha". Fruet também alerta que as denúncias surgem às vésperas do provável reajuste da tarifa do transporte coletivo na capital. "Esse filme a cidade já conhece", diz.

Para finalizar, Fruet aponta que entre as promessas não cumpridas pela atual gestão está a de abrir a chácara para perícia e acompanhamento da imprensa nas obras de arte suspeitas de serem do acervo perdido pela prefeitura.

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No ano passado, durante a corrida eleitoral, o jornal Folha de São Paulo publicou uma denúncia sobre o desaparecimento do acervo da Casa Klemtz – adquirido quando Greca era prefeito - e que estariam na chácara que pertence a Greca.

Confira a nota de Gustavo Fruet na íntegra:

"Estão criando justificativas para o não cumprimento das promessas inexequíveis de campanha. Ao longo do processo eleitoral, enquanto muitos prometiam terreno na lua, sempre mantive a responsabilidade em relação ao momento econômico do país, que impõe sérias restrições às administrações municipais. Essa responsabilidade contribuiu para nossa derrota nas eleições. Mas sigo em paz por ter trabalhado sempre com a verdade.

Tudo foi regularmente informado aos órgãos de controle. Se não tivéssemos herdado um passivo superior a meio bilhão de reais, teríamos entregado sem dívidas. E não misturamos, com clara má-fé, dívida flutuante, fundada e não empenhada como apresentada na coletiva desta tarde.

Importante destacar que em quatro anos, saímos de um déficit primário de R$ 40 milhões (2012) para um superávit primário superior a R$ 400 milhões. Além disso, na gestão 2013/2016, por força de uma Lei proposta e aprovada em 2008 durante a gestão Beto Richa que estava em débito com o Instituto de Previdência dos Servidores (IMPC), repassamos ao IPMC 70% do volume total existente no fundo, que saltou de R$ 900 milhões (dezembro 2012) para R$ 2,3 bilhões (dezembro 2016).

Na parte de pessoal respeitamos o preconizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e os limites prudenciais. Com responsabilidade, cortamos excessos e gorduras e economizamos mais de R$ 1 bilhão em despesas de custeio. Extinguimos cinco Secretarias, entre elas a da Habitação.

Herdamos uma estrutura inchada e comprometida. No Instituto Curitiba de Saúde (ICS), por exemplo, mudamos a gestão e saneamos as finanças. Em outra frente, atuamos também no incremento de receitas, que garantem, somente em 2017, R$ 300 milhões extras para os cofres da cidade, com a revisão da planta genérica - que não era feita há 13 anos - e modernização da administração tributária. Também deixamos mais de R$ 400 milhões em caixa em recursos carimbados em diferentes fontes.

Não é por acaso que todas essas "denúncias" surgem às vésperas do provável aumento da tarifa de ônibus. Esse filme a cidade já conhece.

Por fim, aproveito a ocasião para lembrar que, às promessas não cumpridas, soma-se a de abrir a chácara após as eleições para perícia e acompanhamento da imprensa nas obras de arte suspeitas de serem do acervo da Prefeitura."