Coronavírus: Paraná não descarta lockdown e se beneficiou da epidemia de dengue

Vinicius Cordeiro

Ratinho Junior diz que o governo do Paraná previu a epidemia de dengue e fortaleceu o sistema de Saúde
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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ainda não descarta o lockdown contra o coronavírus e disse que o sistema de Saúde foi beneficiado pela luta contra a dengue. Segundo ele, o governo previu a epidemia da doença ainda no segundo semestre de 2019.

Em setembro do ano passado, detectamos que teríamos uma grande epidemia de dengue no Paraná. Como a gente tinha esse problema, fomos reforçando a Saúde. Isso acabou, de certa forma, nos preparando para o momento do coronavírus“, declarou ele em entrevista ao Pânico, da rádio Jovem Pan.

Na visão de Ratinho Junior, o Paraná tem mantido o combate ao coronavírus sob controle. O índice de infecção do Estado está em 0,89. Ou seja, a cada 100 pessoas, 89 pessoas são infectadas – o que diminui a proliferação do vírus.

Para o governador, um dos fatores influenciadores nisso é o grande número de testes. Segundo ele, o Paraná realiza 600 testes golden -mais eficaz e mais rápido para detectar a doença – por dia e, a partir da próxima segunda-feira (18), esse número vai chegar a 5.600. No entanto, a possibilidade de lockdown segue no radar do governo estadual.

“Isso [número de testes] vai dar mais tranquilidade nas decisões. E claro, pode ser que em algum momento tenhamos que fazer o famoso lockdown”, avaliou.

Conforme os últimos boletins da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a dengue tem 157.418 casos confirmados e já matou 122 pessoas no Paraná. Já o coronavírus tem 1.849 confirmações e 111 óbitos.

PARANÁ SE PREOCUPA COM O INVERNO 

Ratinho Junior exaltou e afirmou que os outros governadores das últimas décadas ampliaram e melhoraram o sistema de Saúde do Paraná.

Contudo, alertou que a região Sul ainda vai encarar o inverno, período que aumenta o número de síndromes respiratórias e pode enfraquecer o Estado na luta contra a Covid-19.

“O que nos preocupa muito é o inverno. Curitiba é a capital mais fria do país e agora estamos trabalhando para ver a maneira como ele vai chegar e como vamos nos proteger”, declarou.

Além disso, o governador rechaça que o Paraná seja um exemplo para o resto do país.

“Ninguém tem a fórmula mágica. Não vejo como alguém pode ser exemplo no Brasil hoje. Só daqui quatro meses conseguiremos ver quem fez uma boa gestão”, completou.

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