Paraná pede manutenção de UTIs habilitadas durante a pandemia da covid-19

Redação

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Em reunião com representantes do Ministério da Saúde, o Governo do Paraná, por meio da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), pediu a manutenção dos leitos de UTI habilitados no decorrer da pandemia da covid-19. Desde que o novo coronavírus começou a circular no País, o governo federal possibilitou a abertura de 600 leitos de alta complexidade para atender à demanda extra.

Com o avanço da vacinação contra a covid-19 e a consequente queda de pacientes internados com quadros graves de covid-19, a Sesa defende que os leitos de UTI podem ser usados para outros atendimentos de urgência, emergência ou alta complexidade. Seria um tipo de contrapartida do governo federal para o SUS (Sistema Único de Saúde).

A manutenção dos leitos esbarra na questão financeira. O funcionamento da UTI depende de recursos, e o custeio das UTIs abertas durante a pandemia do coronavírus está garantido pelo Ministério da Saúde apenas até o final deste ano.

“O custeio das UTIs abertas na pandemia está garantido pelo Ministério até dezembro deste ano. O desafio agora é a manutenção deste custeio para 2022, que o Paraná e outros estados pedem ao Ministério da Saúde, mesmo com o cenário do fim da crise sanitária”, disse o seretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Uma comitiva da Sesa debateu nesta segunda-feira (18), com o Ministério da Saúde, qual seria o futuro dos 600 leitos abertos durante a crise sanitária. O grupo reafirmou a necessidade do Ministério da Saúde publicar uma portaria que dispõe sobre os recursos das cirurgias eletivas. Só assim os processos poderiam ser iniciados ainda neste ano.

Os representantes do governo estadual também pediram mais vacinas AstraZeneca para completar o esquema vacinal daqueles que iniciaram a imunização com doses desse fabricante, trataram do modelo de gestão a ser adotado no Hospital Regional de Guarapuava, e solicitaram a ampliação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Regional de Guarapuava.

“Nosso encontro em Brasília foi bastante amplo e trouxe à pauta assuntos relevantes e que atingem diretamente a todos nós. Esperamos que nossas solicitações sejam atendidas para que possamos acelerar nossas cirurgias com uma rede mais ampla, assim como aporte federal no custeio e manutenção”, afirmou César Augusto Neves, chefe de gabinete da Sesa.

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