Paranaense participa de grupo de estudo para reforma previdenciária

Pedro Ribeiro


O diretor-presidente do Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada, empresa do Grupo JMalucelli, Renato Follador, único especialista previdenciária do Paraná a ser convidado pela Câmara dos Deputados para participar da Audiência Pública da recém-criada Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, que irá discutir a Reforma Previdenciária proposta pelo governo federal.

Follador, engenheiro e administrador com MBA em Previdência Social foi, também, secretário de Estado da Previdência de 1996 a 2000 e é uma das maiores autoridades do setor no País. A audiência pública será no dia 7 de junho, às 14h30min, no plenário número 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Follador participará de grupo de trabalho visando aperfeiçoar as políticas públicas voltadas a qualidade de vida da população idosa.

O convite ao profissional paranaense resultou da decisão do colegiado composta pelo presidente, deputado Roberto de Lucena e deputados Leandre e João Marcelo Souza. Participará também da reunião, a consultora legislativa da Câmara dos Deputados, Cláudia Deud, da área da previdência.

Segundo Follador, a previdência social deve ser uma das prioridades do governo Temer, porque “sem resolver o seu desequilíbrio, não há solução para a economia”. A conta do INSS, revela, é de R$ 500 bilhões por ano e faltará cerca de R$ 150 bilhões em 2016. Só para comparar, é o mesmo que o Brasil paga de juros por toda a dívida externa, com um agravante: o déficit da previdência cresce há 20 anos, um problema estrutural.

Follador explica a raíz do problema: na previdência social, quem trabalha contribui para pagar, no mesmo mês, quem está aposentado. O dinheiro entra por um lado no caixa e já sai no outro. E o Tesouro complementa o furo. Num regime financeiro como esse, a relação ativos/inativos é fundamental. No lado dos ativos produtivos, de onde vem a receita, o que influencia é a taxa de natalidade. Na década de 70 eram 5 filhos por brasileira, hoje só 1,7. Com isso, a receita só tende a decrescer.

No lado dos inativos aposentados, de onde vem a despesa, além de ter mais aposentados todos os anos, eles, felizmente, estão vivendo mais. Só nos últimos 13 anos, aumentou em 5 anos a expectativa de vida. E é normal chegar aos 85 anos hoje. Resumo: a despesa só vai aumentar.
A idade média das aposentadorias no Brasil hoje é de apenas 54 anos. Vejam seu raciocínio: “Pensem comigo: podemos nos dar ao luxo de manter um aposentado 31 anos? Aliás, ele não para. Usa a aposentadoria como uma segunda renda. Temos que amadurecer como sociedade ao invés de só envelhecer”.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal