“Passaram a considerar as decisões da ONU não mandatórias”, diz Dilma na PF

Andreza Rossini


A ex-presidente Dilma Rousseff visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, na tarde desta quinta-feira (6).

Em entrevista à imprensa após a visita, Dilma afirmou questionou a decisão da Justiça de não acatar a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) de permitir que Lula fosse candidato à presidência.

“Não bastou a ONU dizer que precisava garantir os direitos de Lula. Passaram a considerar as decisões da ONU não mandatórias e isso é uma grande surpresa. Nós ajudamos a fundar e somos responsáveis pela construção da ONU”, afirmou Dilma.

A defesa do ex-presidente entrou com três recursos a fim de garantir a candidatura. O principal argumento da defesa é que o país não pode deixar de cumprir as decisões da ONU. Legalmente, a Justiça pode decidir se acata ou não a recomendação.

A ex-presidente também afirmou que manter Lula fora das eleições é a terceira etapa de um golpe. “Não queriam que eu fosse ao Senado à época do meu impeachment, diziam que eu seria humilhada, mas eles não queriam que existisse a narrativa do golpe”, afirmou. “A primeira etapa do golpe foi o meu impeachment, a segunda foi aprovar no congresso uma pauta que não foi legitimada pelas eleições e as terceira prender o Lula e o tirar das eleições”, argumentou.

Essa é a segunda vez que Dilma visita Lula na prisão.

Lula está preso na sede da PF desde abril. Amanhã, completa cinco meses de prisão. Ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no processo do Triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

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