Após se livrar da Lava Jato, Paulo Preto terá custódia definida pela Justiça de SP

Angelo Sfair

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O juiz Luiz Antônio Bonat, da Justiça Federal do Paraná, comunicou o Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) que caberá à 6ª Vara Federal de São Paulo definir a custódia de Paulo Vieira de Souza. A manifestação aconteceu nesta terça-feira (8), dias após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) tirar da Lava Jato um dos processos movidos contra Paulo Preto.

“Esclareço que em razão da declinação de competência, não cabe mais a este Juízo decidir sobre manutenção ou revogação das prisões. Assim, qualquer questão atinente a situação carcerária do acusado deverá ser encaminhada ao conhecimento do Juízo da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo/SP para providências”, disse Bonat, em ofício encaminhado ao diretor do CMP (Complexo Médico-Penal).

Livre da Lava Jato, Paulo Preto pode ser transferido para algum presídio paulista. Além de residir em São Paulo, o ex-diretor da Dersa passa a responder ao processo na Justiça Federal de SP. Ao Paraná Portal, o advogado Alessandro Silverio disse que não adiantaria ou comentaria nenhum movimento da defesa em relação à custódia do réu.

Além da ação penal resultante da denúncia do MPF-PR (Ministério Público Federal), o juiz Luiz Antônio Bonat compartilhou outras 16 ações com a 6ª Vara Federal de São Paulo. Entre os processos estão quebras de sigilo, buscas e apreensões, sequestros e arrestos de bens, alienações antecipadas e um inquérito policial.

PAULO PRETO NO CMP

Apontado como operador de propinas do núcleo paulista do PSDB, o ex-diretor da Dersa foi beneficiado na última quarta-feira (2) por um habeas corpus que contestava a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba. Paulo Preto foi acusado pela força-tarefa Lava Jato de lavar mais de R$ 100 milhões em favor das Odebrecht e UTC Engenharia.

O engenheiro está preso desde fevereiro desde ano no CMP (Complexo Médico-Penal), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O local ficou nacionalmente conhecido como “Presídio da Lava Jato” por ser o local de custódia de figuras centrais da operação, como José Dirceu, Eduardo Cunha, João Vaccari Neto e Gim Argello.

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