Perícia confirma autenticidade de mensagens em celular de Cunha

Fernando Garcel

O Instituto Nacional de Criminalística concluiu a perícia no telefone celular do ex-deputado Eduardo Cunha e o laudo foi anexado no processo em que ele é réu na Justiça Federal do Paraná nessa quarta-feira (18). Segundo o laudo, todas as mensagens trocadas entre Cunha com deputados são autenticas. Nesse processo, Cunha é investigado por suposta participação em desvio de recursos na contratação de navios-sonda pela Petrobras. Atualmente, ele se encontra preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

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No laudo, o perito confirma a autenticidade de diversas conversas de Cunha com parlamentares e empresários sobre favorecimentos, votações e encontros. Entre as conversas periciadas estão assuntos tratados com André Vargas, João Augusto Rezende Henriques, Fernando Baiano, Hugo Mota, Geddel Vieira Lima e outros nomes conhecidos pela Lava Jato.

“Todas as mensagens periciadas estavam armazenadas no aparelho celular objeto da perícia. As mensagens armazenadas no aplicativo BBM (BlackBerry Messenger) são aquelas nas quais constam o PIN e o nome do contato. As demais mensagens de texto estavam armazenadas no aplicativo de SMS. Nesses mensagens consta a informação do número de telefone de origem ou destino”, garante o laudo.


> Confira o laudo na íntegra

Celular apreendido

O pedido de verificação foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela defesa de Cunha no processo em que ele é investigado. A perícia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em junho, com o objetivo de validar o Relatório de Análise de Material Apreendido 137/2016, da Polícia Federal, produzido na Operação Catilinárias.

Quando o processo foi remetido à primeira instância, somente o laudo foi encaminhando junto com os autos, motivo pelo qual a defesa de Cunha solicitou o envio das mídias com os arquivos extraídos e do aparelho para nova perícia. A perícia foi realizada com base em cópias dos arquivos do celular de Cunha, que segue armazenado no cofre da Coordenadoria de Processos Criminais do STF.

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