Petróleo: Praias do Nordeste não serão fechadas, afirma ministro da Saúde

Felipe Harmata - BandNews FM Curitiba

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O Ministério da Saúde não deve fechar as praias do Nordeste por causa do petróleo que apareceu na região. A afirmação é do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta que esteve em Curitiba, nesta sexta-feira (25). Ele participou do encerramento da reunião de ministros das saúdes do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O ministro também disse que não deve haver reforço na área de saúde na região porque, segundo ele, não há registros de complicações na saúde da população por causa do petróleo, nem vítimas consideradas mais agudas.

De acordo com Luiz Henrique Mandetta, os principais casos são de irritação de pele por uso de solventes, de quem tentou ajudar a limpar o petróleo das praias.

“Praticamente não temos vítimas humanas agudas nesse processo. Lamentamos. É um acidente, intencional, ou não, e o que vemos é muita gente querendo ajudar. As praias são um patrimônio do Brasil e ficamos muito tristes em ver essa situação ocorrer”, afirmou.

O Ministério da Saúde também deve fazer um monitoramento de longo prazo nos impactos do derramamento de óleo na população que vive no litoral do Nordeste. O material que já foi coletado também está em análise e por enquanto não há restrição também com relação ao consumo de alimentos.

“Nós não vemos nenhuma razão para fechar a praia, porque a característica desse petróleo permite a retirada. Precisamos ver como esse óleo se comporta no fundo do mar. A Marinha está fazendo os testes, inclusive para sabermos qual a extensão. Estamos falando de uma coisa a 10 km ou a 80 km? Isso ainda não está mapeado e não podemos fazer qualquer tipo de afirmação”, ponderou.

ALÉM DO PETRÓLEO, SARAMPO E FEBRE AMARELA

Em passagem por Curitiba, o ministro Luiz Henrique Mandetta também comentou sobre o Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras, com foco na prevenção ao sarampo e à febre amarela. A ação acontece em cinco cidades que estão na fronteira do Brasil com Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Primeiro, neste mês de outubro, a ênfase foi em crianças entre seis meses e cinco anos de idade. A gente percebe que essa população, quando tem sarampo, é a que responde pior. Os óbitos são muito mais comuns nessa faixa etária. Estamos atingindo a meta. Com o ‘Dia D’, alcançamos algo entre 88% e 90%”, disse.

REUNIÃO DOS MINISTROS DA SAÚDE DO BRICS

Além da questão do petróleo, durante o encontro do BRICS, em Curitiba, também foi discutida a inovação no tratamento em tuberculose. Em julho, o Ministério da Saúde se comprometeu a investir R$ 16 milhões de reais para financiar o desenvolvimento de pesquisa sobre tuberculose.

Uma chamada pública vai ser lançada até o fim do ano para fomentar novas intervenções, esquemas terapêuticos e medicamentos, além de novos métodos de diagnóstico e acesso ao tratamento em tuberculose.

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