PF cumpre mandados em empresas que prestaram serviços à chapa Dilma-Temer

Fernando Garcel


Com informações de Paula Laboissière

A Polícia Federal (PF) cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em cerca de 20 endereços nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na manhã desta terça-feira (27). A operação da PF investiga empresas que prestaram serviços para a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) e o então vice-presidente Michel Temer (PMDB) em 2014.

Entre as empresas investigadas estão a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda., Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda. e Rede Seg Gráfica Eireli. A Polícia Federal informou que não vai comentar a operação.

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Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE, que autorizou a quebra de sigilo fiscal de pessoas jurídicas e físicas que “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Em outubro, Benjamin quebrou os sigilos bancários das gráficas que prestaram os serviços a chapa Dilma-Temer.

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De acordo com o laudo, as empresas não apresentaram documentos que comprovassem, em sua totalidade, a entrega dos produtos e serviços contratados pela chapa.

Julgamento da chapa Dilma e Temer

De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, o processo em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, eleita em 2014, pode ser julgado no primeiro semestre de 2017. “Eu estou fazendo uma estimativa de que, mantida a atual situação de temperatura e pressão, nós podemos julgar no primeiro semestre. Se houver o alongamento dessa instrução probatória, se o relator entender que nós temos que aprofundar, inclusive, nas delações da Odebrecht, que só serão homologadas, pelo que eu suponho, no ano que vem, então, certamente, nós vamos ter desdobramentos nesta fase e não vamos ter decisões no primeiro semestre”, disse o Gilmar Mendes.

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