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PF prende ex-primeira-dama do Amazonas

A ex-primeira-dama do Amazonas Edilene Oliveira, foi presa, nesta quinta-feira, pela Polícia Federal, por determinação d..

Roger Pereira - 05 de janeiro de 2018, 07:36

A ex-primeira-dama do Amazonas Edilene Oliveira, foi presa, nesta quinta-feira, pela Polícia Federal, por determinação da juíza Jaiza Fraxe, que decretou a prisão preventiva dela e do ex-governador José Melo, que já estava detido, em prisão temporária. Edilene foi filmada coordenando o arrombamento de boxes de armazenamento no dia 23 de dezembro, data da operação policial que culminou na prisão de seu marido, acusado de desvios nas verbas estaduais de saúde.

Segundo a Polícia Federal, Oliveira e dois familiares foram à empresa Paraguardar no dia 23 de dezembro. Sem as chaves –apreendidas na véspera por uma operação da PF–, ela orientou os funcionários a arrombar dois boxes. Imagens de câmeras de segurança mostram ao menos uma caixa sendo levada por um dos seus acompanhantes.

A PF também afirma que o casal tentou intimidar construtores que fizeram reformas de uma mansão. Um deles disse, em depoimento, ter recebido R$ 500 mil em dinheiro vivo como pagamento por obras.

Ao acatar o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal, a juíza Jaiza Fraxe afirmou que "recaem provas suficientes de materialidade do crime de peculato, do crime de lavagem, do crime de fraude em licitações, do crime de corrupção e do crime de formação de organização criminosa.

Para a juíza federal, "há fortes indícios de que ambos foram os líderes ativos de todas essas infrações penais que geraram rombo nos cofres da saúde do Estado do Amazonas". As investigações sobre desvios na saúde começaram em setembro de 2016. Ao menos R$ 50 milhões de repasses do governo federal teriam sido roubados, segundo o MPF.

Em resposta por escrito, o advogado José Carlos Cavalcanti Júnior explicou que a ex-primeira-dama arrombou o box de armazenamento para buscar cinco caixas de cera de depilação, destinadas à sua empresa. Cavalcanti Júnior também refutou a acusação de que o casal estivesse intimidando testemunhas no momento do depoimento.