Política
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PGR arquiva representação contra Gleisi por entrevista à Al Jazeera

A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu arquivar a representação contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Ho..

Andreza Rossini - 27 de abril de 2018, 13:58

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.Em discurso, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.Em discurso, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu arquivar a representação contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, por um vídeo veiculado pelo canal de TV do Catar Al Jazeera.

Na entrevista, Gleisi convida "a todos e todas" para se juntar na luta que pede liberdade ao ex-presidente Lula, preso no último dia 7.

"O que foi dito pela presidente do Partido dos Trabalhadores, Senadora Gleisi Hoffmann, é um discurso político, em legítima manifestação de seu pensamento e de sua opinião. Sua manifestação não caracteriza conduta típica, punível e culpável, em nenhuma das inúmeras hipóteses veiculadas nas normas supra transcritas. Nem em qualquer outra norma". diz o documento assinado por Luciano Mariz Maia, vice-procurador Geral da República.

Maia pontuou os assuntos tratados por Gleisi no vídeo que foi ao ar no último dia 17 na rede de TV do Catar.

 – Lula é um preso político;

– A prisão de Lula é continuidade do golpe de 2016, que tirou a presidente Dilma do poder;

– Lula não cometeu crime;

– Que o governo tira direitos dos trabalhadores;

– Que as reservas estão sendo entregues a empresas estrangeiras petrolíferas;

– A política externa brasileira é influenciada pelo Departamento de Estado americano;

– A maioria do povo quer viver como nos tempos de Lula;

– Pesquisas mostram que Lula será eleito;

– O objetivo da prisão é não permitir que Lula seja eleito;

– O povo está resistindo a essa injustiça;

– Estão acampados em solidariedade a Lula;

– Convida à luta para ter Lula livre.

Na ocasião, a senadora se defendeu pelas redes sociais e afirmou que a entrevista foi a mesma concedida a emissoras de outros países.

“Penso que o incômodo com essa entrevista não foi com o conteúdo da minha fala, mas com o veículo de comunicação onde ela se deu. Só posso reputar a isso a ignorância, o preconceito, a  xenofobia contra o povo árabe”, afirmou em plenário.

A representação contra Gleisi foi protocolada pelos deputados Major Olímpio (PSL-SP)  e delegado Fernando Francischini (PSL-PR), eles a acusaram de crime contra a segurança nacional. A representação também foi protocolada no Conselho de Ética do Senado, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).