PGR arquiva representação contra Gleisi por entrevista à Al Jazeera

Andreza Rossini

A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu arquivar a representação contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, por um vídeo veiculado pelo canal de TV do Catar Al Jazeera.

Na entrevista, Gleisi convida “a todos e todas” para se juntar na luta que pede liberdade ao ex-presidente Lula, preso no último dia 7.

“O que foi dito pela presidente do Partido dos Trabalhadores, Senadora Gleisi Hoffmann, é um discurso político, em legítima manifestação de seu pensamento e de sua opinião. Sua manifestação não caracteriza conduta típica, punível e culpável, em nenhuma das inúmeras hipóteses veiculadas nas normas supra transcritas. Nem em qualquer outra norma”. diz o documento assinado por Luciano Mariz Maia, vice-procurador Geral da República.

Maia pontuou os assuntos tratados por Gleisi no vídeo que foi ao ar no último dia 17 na rede de TV do Catar.


 – Lula é um preso político;
– A prisão de Lula é continuidade do golpe de 2016, que tirou a presidente Dilma do poder;
– Lula não cometeu crime;
– Que o governo tira direitos dos trabalhadores;
– Que as reservas estão sendo entregues a empresas estrangeiras petrolíferas;
– A política externa brasileira é influenciada pelo Departamento de Estado americano;
– A maioria do povo quer viver como nos tempos de Lula;
– Pesquisas mostram que Lula será eleito;
– O objetivo da prisão é não permitir que Lula seja eleito;
– O povo está resistindo a essa injustiça;
– Estão acampados em solidariedade a Lula;
– Convida à luta para ter Lula livre.

Na ocasião, a senadora se defendeu pelas redes sociais e afirmou que a entrevista foi a mesma concedida a emissoras de outros países.

“Penso que o incômodo com essa entrevista não foi com o conteúdo da minha fala, mas com o veículo de comunicação onde ela se deu. Só posso reputar a isso a ignorância, o preconceito, a  xenofobia contra o povo árabe”, afirmou em plenário.

A representação contra Gleisi foi protocolada pelos deputados Major Olímpio (PSL-SP)  e delegado Fernando Francischini (PSL-PR), eles a acusaram de crime contra a segurança nacional. A representação também foi protocolada no Conselho de Ética do Senado, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Post anteriorPróximo post
Comentários de Facebook