Política
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PGR rejeita intenção do PT de federalizar assassinato de petista

A cúpula do PT havia anunciado um pedido ao órgão para a federalização do caso; para a PGR, porém, as apurações seguem em curso normal.

Marcelo Rocha - Folhapress - 12 de julho de 2022, 07:40

(Reprodução/Redes sociais)
(Reprodução/Redes sociais)

A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou que compete à Justiça estadual no Paraná a investigação sobre o assassinato do petista Marcelo Arruda pelo policial penal bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado.

Nesta segunda-feira (11), a cúpula do PT anunciou um pedido ao órgão para a federalização do caso.

Na avaliação da PGR, porém, as apurações seguem curso normal no estado, sem indícios, até o momento, de omissão por parte das autoridades locais.

O crime ocorreu no sábado (9), quando o integrante do PT festejava seu aniversário de 50 anos.

Representantes dos partidos da coligação em torno do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiram o assunto em reunião do conselho político da pré-campanha nesta segunda.

Um dos argumentos levantados pelo PT para federalizar o caso é o de que até hoje não houve conclusão das investigações sobre os tiros que foram disparados contra o ônibus da caravana petista em maio de 2018. E que o assassinato de Marcelo não é um caso isolado.

Integrantes da cúpula do MPF (Ministério Público Federal) ouvidos pela reportagem ponderam que o autor do crime está identificado e preso e que as circunstâncias sobre o fato estão em apuração.

Avaliam, apesar da escalada de violência e de toda a tensão na pré-campanha, que o caso de Foz do Iguaçu é uma situação específica.

Lembram também que houve pedidos negados para federalizar as investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o da missionária Dorothy Stang.morte Marcelo