PGR pede manutenção de prisão de Cunha em desdobramento da Lava Jato

Francielly Azevedo


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (7), um pedido de manutenção da prisão preventiva do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso na operação Manus, desdobramento da Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O recurso da PGR é contra liminar em habeas corpus concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, determinando a soltura do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, sob a alegação de violação do princípio da não culpabilidade. No entanto, Cunha permanece preso por haver outros mandados de prisão preventiva contra ele.

No documento, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, lembra não haver, sob qualquer aspecto, ilegalidade em relação às sucessivas decisões que decretaram e mantiveram a prisão preventiva do ex-deputado. Tanto que houve decretação da medida na primeira instância, tendo sido confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Refutando o argumento da defesa, Dodge afasta a possibilidade de constrangimento ilegal por excesso de prazo. Ao contrário, afirma se tratar de um caso complexo, tramitando em tempo adequado. “Cabe traçar um breve retrospecto do andamento da ação penal na origem, para demonstrar que o tempo decorrido não se deve, em absoluto, à eventual desídia do órgão jurisdicional, mas sim à complexidade da causa, em primeiro lugar, e à contribuição da própria defesa”.

**Com informações do MPF**

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.