Pizzatto pretendia ser candidato a deputado federal, diz Cida

BandNews FM Curitiba


Uma testemunha que estava com o ex-deputado federal do Paraná Luciano Pizzatto, que morreu no início da madrugada desta quarta-feira (21), em um quarto do Hotel Nacional, em Brasília, disse à Polícia Civil que ele teve um mau súbito e que sofria de problemas cardíaco e diabetes. A polícia não divulgou a identidade da testemunha.

Pizzatto atuava como secretário de representação do governo do Estado na capital federal, mas morava em Curitiba. Ele completaria 61 anos nesta sexta-feira (23). Pizzato acompanhou ontem (20) a vice-governadora Cida Borghetti, do PP, em agenda oficial, no fórum mundial da água e seminário internacional da primeira infância, até às sete horas da noite.

De acordo com a assessoria da vice-governadora, ele não apresentava nenhum mal-estar. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, a testemunha, que estava no quarto hotel no momento da morte, disse que ele teria passado mal ao se deitar. A testemunha disse que ele caiu da cama, bateu a cabeça na cômoda e cortou a testa.

Por isso havia sangue no entorno da cama. A testemunha disse também que fez massagem cardíaca, mas não conseguiu reanimar o ex-deputado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas os socorristas também não conseguiram reanimá-lo. Uma perícia foi realizada pela Polícia Civil no quarto do hotel.

Pizzatto era próximo de Cida Borghetti e estava se preparando para participar da campanha deste ano. Como chefe do escritório do governo estadual em Brasília, ele tinha, entre as atribuições, o contato com parlamentares e autoridades do Poder Executivo. Luciano Pizzatto foi deputado estadual por um mandato e deputado federal por quatro legislaturas.

Em 1992, concorreu à Prefeitura de Curitiba, sendo o terceiro mais votado. Ele foi filiado aos partidos PMDB, PRN, PFL, PRTB e, mais recentemente, ao DEM. Em 2016, chegou a lançar pré-candidatura à Prefeitura de Curitiba, mas acabou desistindo. Ele disputou o pleito como vice na chapa da candidata Maria Victória, do PP, filha de Cida Borghetti e do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Cida disse que perdeu um grande amigo e que o “Paraná e o Brasil perderam um dos maiores especialistas do país em meio ambiente”. Ela conta que Pizzatto estava bem durante os últimos dias.

Cida Borchetti afirma que Pizzatto completaria 61 anos e faria um almoço em casa no fim de semana. Ela lamentou a morte e disse que presta apoio à família.

A vice-governadora conta que Pizzatto planejava disputar a eleição deste ano para deputado federal. Ele sairia pelo PP, partido de Cida.

“A intenção dele agora era sair, até o dia sete de abril para disputar a eleição a deputado federal. Então a eleição, então a ideia era essa, permanecer no governo até o dia sete de abril, sair… já estava na lista, inclusive, do partido, como pré-candidato a deputado federal. Já estava, inclusive, visitando os municípios, as bases, onde por mais de 20 anos ele foi deputado, e estava em pré-campanha.

Pizzatto também presidiu a Companhia Paranaense de Gás, a Compagás. Especialista em direito socioambiental, formado em engenharia florestal pela Universidade Federal do Paraná, Pizzatto publicou diversos trabalhos relacionados ao meio ambiente. Ele deixa esposa e três filhos. A Casa Militar do governo presta auxílio à família.

O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal do Distrito Federal para necropsia. Em nota, o governador Beto Richa lamentou o falecimento e informou que decretou luto oficial de três dias no Estado. Maria Victoria disse que Pizzatto era “mais do que companheiro de campanha em 2016, mas um grande amigo”.

O velório vai acontecer na capela do Palácio Iguaçu, em Curitiba, e deve ter início no começo desta noite, após os trâmites para translado do corpo.

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