Placar do impeachment entre os senadores paranaenses foi 2X1 a favor de Dilma Rousseff

Jordana Martinez


Repórter Cristina Seciuk/ CBNCuritiba

Dois votos contrários e um favorável. Foi esse o placar da votação dos senadores paranaenses durante a sessão do Senado Federal que aprovou o relatório da Comissão Especial do Impeachment e tornou a presidente afastada Dilma Rousseff ré no processo.

Álvaro Dias (PV) votou pela aprovação do parecer de Antonio Anastasia (PSDB-MG), que considerou procedente a denúncia contra Dilma Rousseff.

No discurso, afirmou que o afastamento da petista é uma demanda das ruas, que exige o impeachment.

“Aqui estamos por convocação das ruas deste país. Foram milhões de brasileiros carregando a sua indignação, sua revolta, que exigiram o impeachment da presidente Dilma Roussef”, afirmou no plenário.

O senador do Partido Verde afirmou que a acusação tem argumentos jurídicos irretocáveis. Para ele, Dilma Rousseff cometeu afrontas à legislação.

Os outros dois senadores paranaenses votaram contra o parecer do relator.
Gleisi Hoffmann voltou a falar em um julgamento político e defendeu que o impeachment não pode ser realizado pelo conjunto da obra.

Além de criticar o processo, a senadora petista ainda defendeu a convocação de eleições gerais.

“Quando vossas excelências colocarem a cabeça no travesseiro, verão que fizeram uma grande injustiça. Que tiraram uma presidente para tentar purgar os pecados da política como um todo”, argumentou.

 

O peemedebista Roberto Requião também se posicionou contrariamente ao julgamento e afastamento definitivo de Dilma Rousseff.

Citou que as pedaladas não foram exclusividade do governo PT, mas espalhadas por governos de várias bandeiras. Somado a isso, criticou políticos citados em esquemas de corrupção, como o investigado na Lava Jato e a natureza política do processo.

 

Ainda no discurso, Requião afirmou que o retorno de Dilma Rousseff não representaria solução para a crise e também falou em novo pleito.

“De volta ao planalto, vejo a presidente comandando um governo de transição até a posse do ou da mandatária eleito ou eleita no pleito antecipado. Um governo de transição composto por brasileiros comprometidos com o desenvolvimento nacional, com os trabalhadores. Não outra saída, novas eleições ou morte”, afirmou.

O placar final da sessão de pronúncia no Senado foi de 59 votos favoráveis ao relatório e 21 contrários. Com isso a presidente afastada se torna ré no processo e será levada a julgamento pela Casa.

A previsão é para que essa última etapa comece no final do mês de agosto, mas uma vez comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

 

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.