Polícia dos EUA investiga suspeita de bomba na Biblioteca do Congresso e evacua prédios

Rafael Balago, Folhapress

ameaça de bomba no capitolio

A Polícia do Capitólio, sede do Legislativo dos Estados Unidos, em Washington, investiga uma suspeita de bomba próximo à Biblioteca do Congresso, que fica a pouco mais de 3 quilômetros da Casa Branca. O FBI também participa da investigação.

Segundo as autoridades, às 9h50 desta quinta-feira (19) um homem parou uma caminhonete em uma calçada próximo à biblioteca e disse ter explosivos no veículo e um detonador à mão.

A polícia foi ao local e negocia a rendição do homem. A identidade dele ainda não foi revelada.

Prédios da região foram evacuados. Tanto o Senado quanto a Câmara dos Representantes estão em recesso, mas há pessoas trabalhando nos prédios e a região recebe um grande número de turistas.

Polícia do Capitólio, em Washington, próximo à Casa Branca, isola região após ameaça de bomba – Elizabeth Frantz/Reuters

​Dezenas de viaturas de emergência foram deslocadas para a região do Congresso, mas o jardim principal na frente do prédio continua aberto. As ruas de acesso as laterais do prédio estão bloqueadas. Em rede social, a polícia pediu que os moradores de Washington evitem a região. A divisão responsável por lidar com explosivos afirmou que enviou um especialista em bombas para ajudar o trabalho da polícia.

O edifício Thomas Jefferson, o principal da biblioteca, foi evacuado. A polícia pediu que todos os trabalhadores do Cannon House Office Building, prédio que abriga escritórios da Câmara dos Representantes, deixem o local. ​ De acordo com a CNN, o prédio da Suprema Corte também foi esvaziado.

Toda a região está sob um forte esquema de segurança desde que apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio em 6 de janeiro, durante a certificação da vitória de Biden. Sem aceitar a derrota, o ex-presidente Donald Trump falou à multidão frases como “se vocês não lutarem para valer, vocês não terão mais um país”, motivo pelo qual, para os democratas, não há dúvidas de que o ex-presidente insuflou o caos e a violência. Cinco pessoas morreram e dezenas de agentes ficaram feridos.

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