Política
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Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes anti-Lula

Manifestantes, em sua maioria apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, bloqueiam nesta sexta-feira (23) acesso do ex-presi..

Cátia Seabra - Folhapress - 23 de março de 2018, 17:29

SÃO PAULO, SP, 22.03.2018 – LULA-PROTESTOS: Com faixas e cartazes, um grupo de pessoas realizam um ato na avenida Paulista, para pedir que o STF de Brasília negue o pedido de habeas corpus preventivo pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar sua prisão. O TRF-4 de Porto Alegre, condenou o ex-presidente a 12 anos e 1 mês de reclusão no caso do triplex de Guarujá. A defesa entende que Lula só deve ser preso após o processo transitar em julgado. (Foto: Suamy Beydoun/AGIF/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 22.03.2018 – LULA-PROTESTOS: Com faixas e cartazes, um grupo de pessoas realizam um ato na avenida Paulista, para pedir que o STF de Brasília negue o pedido de habeas corpus preventivo pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar sua prisão. O TRF-4 de Porto Alegre, condenou o ex-presidente a 12 anos e 1 mês de reclusão no caso do triplex de Guarujá. A defesa entende que Lula só deve ser preso após o processo transitar em julgado. (Foto: Suamy Beydoun/AGIF/Folhapress)

Manifestantes, em sua maioria apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, bloqueiam nesta sexta-feira (23) acesso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cidade de Passo Fundo. Informados pelo rádio, eles usaram tratores e queimaram pneus para obstruir a passagem da caravana.

À espera de Lula na beira da estrada, os manifestantes carregam ovos, chicotes, correntes e até um taco. Presidente do sindicato dos ruralistas da cidade, Jair Dutra Rodrigues diz que os ovos são para o almoço.

A Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para dissipar os manifestantes. Mas Lula e sua comitiva continuam retidos na estrada.

Pela manhã, em uma visita a trabalhadores rurais, Lula voltou a criticar fazendeiros. E disse que em 72 anos de vida nunca bloqueou o acesso de seus adversários. Enfrentando protestos, desde terça-feira (20), a caravana conta com uma escolta do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

A região Sul, escolhida para a quarta etapa da caravana, é onde o ex-presidente tem menos apoio.

Segundo pesquisa Datafolha feita no fim de janeiro, 23% dos eleitores da região manifestaram intenção de votar no petista, contra 41% no Norte e 56% no Nordeste, por exemplo.

Conscientes do grau de hostilidade ao partido na região, petistas chegaram a questionar a oportunidade da passagem pelo Sul, mas Lula insistiu em ir. O plano inicial é de, durante nove dias, Lula percorrer os três estados da região, totalizando 2,7 mil quilômetros.