Coordenador da Lava Jato diz que estará “de jejum e em oração” na quarta-feira

BandNews FM Curitiba

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol, afirmou no Twitter que a quarta-feira (4) será decisiva na luta contra a corrupção no País.

Na postagem feita ontem (01), Dallagnol escreveu que estará de jejum, em oração e torcendo pelo País. O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma neste dia o julgamento que vai decidir se o ex-presidente Lula pode ser preso depois de ser condenado em segunda instância na Lava Jato.

Os ministros vão analisar o habeas corpus preventivo no qual a defesa de Lula tenta evitar a execução da pena de 12 anos e 1 mês de prisão após a rejeição dos recursos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Deltan disse ainda que o cenário não é bom e que uma “derrota” vai significar que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos jamais será responsabilizada na Lava Jato e além.

O procurador também divulgou um abaixo assinado no Twitter a favor da prisão depois da condenação em segunda instância. O manifesto é organizado pela ONG Observatório Social e conta com cerca de 55 mil assinaturas. O abaixo-assinado deve ser entregue hoje aos ministros do STF. O procurador Carlos Lima, que integra a equipe da força-tarefa da Lava Jato, também se manifestou nas redes sociais sobre o assunto.


Durante a última semana, Lima fez várias postagens a respeito. Em uma delas por exemplo ele declara que a Constituição não permite a impunidade e que a prisão após a condenação em segundo grau é uma forma de compatibilizar o sistema. Em outra postagem Carlos Lima destaca que “o poder corrompe. A vontade de chegar ou voltar ao poder corrompe. É preciso respeito às instituições e a lei”.

A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná informou que o órgão não irá se manifestar oficialmente sobre as postagens, no entanto, lembra que a instituição já vem se manifestando a favor do posicionamento adotado pelo STF em 2016. Na quarta-feira, os 11 ministros do STF vão julgar o habeas corpus preventivo no qual a defesa de Lula tenta evitar a execução da pena.

Nesse caso, o ex-presidente foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por meio da doação e reforma feita pela OAS no triplex do Guarujá em troca de contratos com a Petrobras.

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