Possível revogação de reajuste coloca servidores públicos em alerta

Redação


Com informações de Thiago Machado, do Metro Jornal Curitiba

Em estado de greve, os professores da rede estadual participaram de uma reunião com a secretária de educação, Ana Seres, nesta terça-feira (5). Desde a semana passada, as declarações o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, vêm causando preocupação. Ele disse que devido à crise o Executivo pode não ter recursos para pagar as progressões e o reajuste salarial.

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De acordo com a secretária, ainda não há decisão sobre o tema e a resposta deixou os servidores apreensivos. “Se houver qualquer envio (de projeto de lei) vamos chamar assembleia e decidir coletivamente sobre greve”, adiantou Luiz Fernando Rodrigues, diretor de comunicação do APP-Sindicato. Há cerca de R$ 270 milhões em atraso, média de R$ 5 mil por servidor. Além da categoria dos professores, outras carreiras também são afetadas como a dos policiais.

Entre as promessas e as progressões que deram fim à greve do ano passado, o governo do estado se comprometeu a pagar um reajuste de acordo com a inflação e dar aumento de 1% aos servidores, a partir do janeiro do ano que vem. Em nota, o Executivo disse que “não é possível ignorar que o Estado precisa adequar suas despesas com pessoal ao fluxo financeiro e, principalmente, obedecer aos limites impostos pela LRF”.  Deputados da base aliada já foram avisados do problema e há expectativa de que um projeto de lei seja enviado em breve. A proposta inicial seria saldar as progressões antes, e tentar atrasar os reajustes salariais.

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A expectativa era de que o projeto que revoga o reajuste salarial dos servidores chegasse na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, mas o Governo do Paraná voltou atrás e decidiu adiar a discussão. O líder do executivo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), diz que o Palácio Iguaçu achou prudente aguardar a votação de duas propostas no Congresso Nacional que tratam da dívida dos estados com a União e do limite de gastos públicos pra depois voltar a falar da revogação da data base do funcionalismo.

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