Pré-candidatos ao governo apresentam propostas e falam sobre coligações na Faciap

Redação e BandNews FM Curitiba



Os pré-candidatos ao governo do Paraná Ratinho Junior (PSD), Osmar Dias (PDT), Cida Borghetti (PP) e Doutor Rosinha (PT) apresentaram propostas e responderam perguntas elaboradas pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) nesta sexta-feira (27). Não houve troca de perguntas entre os pré-candidatos.

Representantes de parte das entidades empresariais do Estado concorrem à vaga de vice na chapa de Ratinho Junior. Sem esse apoio, o ex-senador Osmar Dias criticou a postura dos empresários. “A Faciap e o G7 tem abertura para discutir comigo quando quiserem, mas eu sou muito franco e nós não pudemos ser irresponsáveis em um momento em que as finanças do Estado estão combalidas. O Estado só cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal porque antecipou R$ 2 bilhões em receitas. Se não vendesse as ações da Sanepar teria estourado o teto”, afirma Osmar Dias.

Principal pendência da chapa de Osmar Dias, o MDB, presidido pelo senador Roberto Requião, indicou nomes para vice do pedetista na eleição majoritária. Osmar confirma que o principal problema está na aliança da eleição proporcional, já que os pré-candidatos a deputados do PDT temem que os emedebistas acabem ficando com as vagas da chapa na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

“São questões que estão sendo discutidas. Uma aliança não se fecha de noite para o dia. Se fosse fácil assim, do outro lado estaria tudo certo, mas a aliança anunciada há um ano está desbarrancando. Vamos ter calma”, diz Dias.

Ratinho Junior criticou as declarações do deputado Ricardo Barros, marido de Cida Borghetti, que sugeriu que o ex-governador Beto Richa receberia sairia da chapa de Cida para receber “apoio branco” de Ratinho. A expeculação foi reforçada quando o PSC, da coligação, retirou o nome de Takaiama da candidatura ao Senado.

“Ele [Ricardo Barros] é bem profissional em criar narrativas de plano de fundo e ‘bola de fumaça’. Nós temos até 5 de outubro para lançar candidatos ao Senado. Nós contruimos a nossa aliança em março, o resto é especulação”, diz Ratinho Júnior.

Ratinho Junior disse que os partidos aliados não querem o PSDB na chapa. O partido traria candidatos que prejudicariam as eleições dos outros candidatos. “Eu acho que eles já tem um caminho traçado e vão trabalhar com o PSB. Estamos consolidados no nosso projeto e é esse o caminho que vamos tocar”, afirma.

Cida Borghetti desconversou quando foi questionada sobre a saída do PSDB da chapa, o que também poderia causar a saída de PSB e DEM. Ela ainda tem a maior de todas as coligações. “São situações diferentes. As coligações estão ai e as decisões serão tomadas nas convenções”, disse.

Presidente do PT do Paraná, Doutor Rosinha confirmou que a candidatura dele e de outros petistas nos estados será usada para defender o ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. O PT está entre os partidos com maior tempo de TV e que tem mais recursos do fundo partidário em razão do número de deputados eleitos em 2014.

“A candidatura nossa tem mais do que um objetivo. Um deles é defender Lula e seu legado. Afinal, ele foi o melhor presidente do Brasil com dezenas de programas como o Luz para Todos, ProUni, Minha Casa Minha Vida. Eu quero me espelhar nele para fazer a minha campanha de governador. O atual governo, em oito anos, não tem sequer um programa que mexeu, mexe ou vai mexer com a realidade dos paranaenses”, afirma o petista.

De acordo com a Faciap, o critério para o convite dos pré-candidatos foi a declaração deles de que disputariam as eleições deste ano quando a entidade organizou o evento. Além dos quatro que participaram, são pré-candidatos ao governo do Paraná, Jorge Bernardi, da Rede, Professor Piva, do PSOL, e Geonísio Marinho, do PRTB. O MDB chegou a lançar o nome de João Arruda ao governo, mas a decisão de apoiar Osmar ou lançar candidatura própria ficou para o fim do prazo para entregar as atas ao TRE, no dia 5 de agosto.

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