Política
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Mesmo com multa para posto que não baixar diesel, sindicato não garante redução

Sindicombustíveis-PR rebateu a cobrança do governo federal sobre baixa no diesel que "buscam direcionar exclusivamente a..

Jordana Martinez - 01 de junho de 2018, 10:23

03/01/2018- Brasília - Combustíveis têm primeira variação de preço em 2018
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
03/01/2018- Brasília - Combustíveis têm primeira variação de preço em 2018 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sindicombustíveis-PR rebateu a cobrança do governo federal sobre baixa no diesel que "buscam direcionar exclusivamente aos postos a responsabilidade pela  redução de preços".

Em coletiva à imprensa, nesta quinta-feria (31), o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que os postos que não baixarem o preço do óleo diesel em R$ 0,46 a partir de sábado (2) serão multados em até R$ 9,4 milhões.

"Em primeiro lugar, os postos não compram os combustíveis diretamente das refinarias. Compram das distribuidoras. Deste modo, para poder praticar desconto nas bombas, os postos dependem que as distribuidoras repassem integralmente a redução anunciada", diz o texto.

"A partir do momento que as distribuidoras de combustíveis repassem a redução aos postos, acreditamos que naturalmente isto terá reflexo proporcional nas bombas. O setor é muito competitivo e existe concorrência acirrada entre os mais de 45 mil postos no Brasil - no Paraná, são mais de 2600. Neste cenário de livre mercado, preço mais baixo sempre foi um grande diferencial para vender mais e fidelizar a clientela", completou.

O sindicato destaca ainda outro ponto não esclarecido pelo governo federal: como será avaliado o caso das empresas que possuem estoques adquiridos com preços antigos.

Uma terceira questão omitida pelo governo federal, segundo o Sindicombustíveis, é a do biodiesel. Por força legal, o diesel vendido no Brasil deve ter 10% de biodiesel. "Até o momento o governo federal não explicou como pretende equilibrar o custo do biodiesel na redução do diesel. Assim como o etanol,  o biodiesel é produzido por empresas privadas".

E concluiu: "A Petrobras deveria rever também sua política de preços para a gasolina. Num país no qual existe um monopólio como o da estatal petrolífera, não se justificam os aumentos de preços diários. Assim como foi feito no diesel, a gasolina deveria ter maior espaçamento entre os reajustes. O Brasil todo certamente ganharia muito".