Prefeito exonera suspeitos investigados pela Operação Pecúlio

Fernando Garcel


O prefeito de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Reni Pereira (PSB) exonerou quatro suspeitos que são investigados na terceira fase da Operação Pecúlio nesta quarta-feira (22).

A operação, deflagrada na terça-feira (21), cumpriu oito mandados de prisão preventiva em uma ação que investiga contratos ilícitos entre a prefeitura e empresas da região com uso de recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio de nota, a prefeitura de Foz do Iguaçu afirma que não vai se manifestar sobre o assunto porque as investigações da Operação Pecúlio seguem em segredo de justiça.

As exonerações constam na edição desta quarta do Diário Oficial do Município. Entre elas estão os servidores Valter Martin Schroeder, Valter Martin Schroeder Júnior, Luiz Carlos Alves e Gilber da Trindade Ribeiro.

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Essa foi a segunda vez que o prefeito de Foz do Iguaçu exonerou servidores na prefeitura devido à investigação. Antes, Pereira nomeou Luiz Roberto Volpi como responsável pela Secretaria municipal de de Obras e Rui Alberto Hauenstein para a direção de Pavimentação após a prisão do ex-secretário da pasta, Carlos Juliano Budel, na segunda fase da Pecúlio.

O próprio prefeito Reni Pereira foi um dos 84 alvos dos mandados judiciais expedidos na deflagração da primeira fase da operação, em 19 de abril. Ele foi conduzido coercitivamente e R$ 120 mil foram apreendidos em sua residência.

Em coletiva de imprensa, Pereira negou possíveis irregularidades em obras e licitações do município. “Nós vamos fazer uma avaliação em cima do que foi noticiado pela operação. Vamos fazer uma avaliação administrativa, uma revisão desses contratos para eventualmente, ou não, confirmar isso que está sendo investigado. Até o momento não tinha nenhuma irregularidade e vamos verificar se efetivamente tem irregularidade. Não é o fato de estarem investigando que já está comprovada a irregularidade”, argumentou.

Terceira fase da Operação Pecúlio

A operação Pecúlio investiga irregularidades em contratos de obras e também na área da Saúde, com desvio de verbas provenientes do Governo Federal para o Sistema Único de Saúde (SUS) e no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os investigados na operação está o prefeito de Foz, Reni Pereira (PSB) – apontado como o chefe do esquema, que pediu afastamento do cargo por motivos de saúde. Ele nega todas as acusações.

Nas duas fases anteriores da operação, 16 pessoas foram presas, sendo que cinco permanecem detidas na Polícia Federal e o ex-secretário de Tecnologia da Informação, Corrêa de Souza, foi transferido para a penitenciária estadual, em Foz do Iguaçu.

O prefeito Reni Pereira chegou a cumprir mandado de condução coercitiva, quando é obrigado a prestar depoimento e, em seguida, foram apreendidos R$ 120 mil em espécie na casa dele. Reni negou participação no esquema e afirmou que o dinheiro é resultado de uma indenização judicial.

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