Presidente do PT no Paraná vê STF desmoralizado após anulação de Toffoli

Roger Pereira e Vinicius Cordeiro


Presente na manifestação pró-Lula em Curitiba nesta quarta-feira (19), o Doutor Rosinha lamentou a anulação do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que determinava a soltura dos presos que foram condenados pela segunda instância da Justiça. Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, a decisão aprofunda a crise política e institucional no país.

“É sentimento de indignação porque no Brasil não tem mais justiça. Eu vejo como mais uma vergonha do STF. Para quem está de fora, a impressão é que tem ministro de primeira, segunda e terceira classe. O de primeira classe, como (Dias) Toffilo e Gilmar (Mendes), dá a liminar e imediatamente é cumprida. As liminares dos ministros dos outros não são cumpridas. Isso desmoraliza a instituição STF. Parece que todos não estão no mesmo nível e que são tratados de maneira diferente”, declarou Rosinha.

Derrotado na última disputa eleitoral pelo governo do Paraná, Dr. Rosinha ainda rechaçou que a decisão de Marco Aurélio Mello tenha sido oportunista por ter sido definida nesta quarta, dia que o STF entrou em recesso.

O petista ainda mediou as conversas com o Movimento Brasil Livre (MBL), também presente nos protestos em frente ao prédio da Polícia Federal. Segundo ele, o acordo judicial que determina que os integrantes do MBL devem ficar a 100 metros de onde o ex-presidente está preso foi desrespeitado.

Rosinha ainda criticou a juíza Carolina Lebbos. Mesmo quando a liminar do ministro Marco Aurélio estava valendo, ela afirmou em seu despacho que iria aguardar a publicação da decisão no Diário de Justiça Eletrônico, além de pedir um posicionamento do Ministério Público Federal.

“É aí que vem a crise institucional. Uma juíza de primeira instância, que tinha que cumprir uma ordem do Supremo, vai consultar o Ministério Público. Falam que decisão de juiz não se discute, cumpre-se. O ministro deu uma e a juíza resolve não cumprir. Ordem judicial é para quem cumprir?”, completou.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal