Presos da Operação Integração II são transferidos para Complexo Médico Penal

BandNews FM Curitiba


Oito presos da operação Integração II, a 55ª fase da Lava Jato, e que estavam detidos na Polícia Federal serão transferidos para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O pedido foi feito pela Polícia Federal, que alegou limitação de espaço na carceragem da PF, que atende apenas presos provisórios.

Entre os investigados que serão levados para o CMP estão o ex-secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa e o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) João Chiminazzo Neto. A transferência deve ocorrer nesta sexta-feira (05), mas sem horário definido.

Na semana passada, por decisão do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal, as prisões temporárias da operação foram convertidas em preventivas, sem prazo para terminar. Já estão no presídio nomes como dos ex-deputados federais Eduardo Cunha e André Vargas e o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine. No local eles dividem seis celas, onde cabem três pessoas.

Na 55ª etapa da Lava Jato são apuradas irregularidades na concessão de rodovias federais no Paraná. O esquema teria funcionado por quase duas décadas. Em troca de vantagens ilícitas pagas a agentes públicos e privados, concessionárias teriam sido beneficiadas com aumentos nas tarifas de pedágio. Obras de duplicação de estradas também deixaram de ser feitas. O esquema teria movimentado pelo menos 60 milhões de reais em propinas.

O valor é estipulado sem considerar as atualizações monetárias já que os pagamentos teriam ocorrido de 1999 até o início de 2018. As concessionárias pagavam propina todos os meses a agentes públicos do Departamento de estradas de Rodagem e da Agepar (Agência Reguladora do Paraná) para obter vantagens como a aprovação de aditivos contratuais.

Agentes públicos relacionados à CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas do Estado também teriam sido beneficiados, com o objetivo de dificultar as investigações iniciadas na Assembleia e também impedir a fiscalização do TCE nas concessionárias.

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