“Primeiro temos que salvar o caixa do Estado, para poder fazer o básico”, diz João Arruda

Roger Pereira e Pedro Ribeiro

Na série de entrevistas do Paraná Portal com os candidatos ao governo do Paraná, João Arruda (MDB) posicionou-se como o nome viável da oposição aos “dois candidatos que representam a continuidade do governo Beto Richa” (Cida Borghetti e Ratinho Junior). Disse que quer ser governador para “consertar a segurança pública e a saúde e diminuir as tarifas de água e luz” e declarou que não está preocupado em concluir o governo sem fazer grandes obras, citando que o que o Paraná precisa agora é salvar seu caixa e fazer o básico na saúde, educação e segurança pública, o que, segundo ele, não vem sendo feito nos últimos oito anos.

“Não tenho problema nenhum de não fazer grandes obras, construir estradas, hospitais. Vai ser muito difícil apresentar esses resultados. Mas se eu consertar o caixa do governo e deixar um orçamento mais saudável para o próximo governador, já fiz a minha parte, mesmo que isso custe minha reeleição ou a eleição de um aliado”, declarou.

Neste sentido, o candidato elencou a saúde e segurança como os principais problemas do estado, mas disse que a solução é fazer a atual estrutura funcionar. “Não vou fazer demagogia de prometer novas obras, mas vou colocar a estrutura do estado para funcionar. Há hospitais entregues que não têm o mínimo para funcionar. É o mesmo na segurança pública. Não se pode falar em grandes investimentos quando não tem gasolina para as viaturas e os coletes a prova de balas estão vencidos.

Para equilibrar as finanças do estado, ele disse que sua primeira medida como governador será revogar a lei aprovada em 2015 que permitiu ao governo acessar o fundo de previdência dos servidores. “Primeira medida que vou tomar como governador do estado é resolver o problema da previdência. Vou capitalizar novamente o fundo. Vou revogar essa lei que foi aprovada em 2015, que retira do fundo de previdência 140 milhões por mês para pagar os inativos. Temos que corrigir isso já, para que no futuro, nenhum governador desesperado decida vender nossas empresas para cobrir furos que aconteceram nos mandatos anteriores”.

Arruda comparou o momento político atual com o vivido pelo Paraná há quatro anos, quando Beto Richa, mesmo enfrentando Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) conseguiu a reeleição já no primeiro turno, dizendo que “o paranaense levou mais de quatro anos para conseguir entender que esse modelo aplicado por esse grupo político não deu certo”.

Candidato lançado nos últimos dias de convenções partidárias, ele também comentou as reviravoltas que o fizeram candidato após a desistência de Osmar Dias (PDT). “A gente viu um jogo baixo e sorrateiro que acontece em todos os lugares. Esses conchavos que precedem o período eleitoral, o jogo sorrateiro de tentar ganhar a eleição no tapetão”.

Confira a íntegra da entrevista:

 

Veja as outras entrevistas da série:

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal