Primo de Richa vira réu na Lava Jato por corrupção e organização criminosa

Francielly Azevedo - CBN Curitiba

O juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, aceitou, nesta quinta-feira (14), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Luiz Abi Antoun. O primo do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) virou réu por corrupção passiva e organização criminosa no âmbito da Operação Integração – braço da Operação Lava Jato.

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Ele foi denunciado separadamente porque, segundo o MPF, estava no libado desde setembro de 2018. Os procuradores afirmam que “Abi fugiu” e não há notícias quanto ao seu retorno. Diante disso, o magistrado disse que, na hipótese de não encontrar Abi para a citação, o MPF deve ser intimado no prazo de cinco dias para se manifestar sobre os prosseguimentos do feito, além de apresentar elementos que corroborem a informação de que o réu está foragido.

Abi é apontado pelo MPF como “operador financeiro” e “caixa geral” de propinas do ex-governador. Era dele a função de receber os valores indevidos pagos por intermédio de doações oficiais, simulando a prestação de serviços ao comitê de campanha de Richa.


A defesa do ex-governador nega qualquer envolvimento do tucano com as irregularidades.

A Operação Integração investiga o pagamento de propinas nos contratos para concessão de rodovias federais do Anel de Integração. Beto Richa é apontado como chefe do esquema e chegou a ser preso em janeiro, mas foi solto dias depois por determinação do Superior Tribunal de Justiça. O ex-governador do Paraná já é réu na Lava Jato por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A reportagem tenta contato com a defesa de Luiz Abi Antoun.

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