Priscila Ebara: “a candidata que não é de papelão”

Roger Pereira e Pedro Ribeiro

Candidata do PCO ao governo do Paraná, Priscila Ebara ficou marcada nesta campanha por sua simplicidade, que a colocou em algumas situações embaraçosas por estar participando, pela primeira vez, de eventos como entrevistas, debates e sabatinas. Fechando a série de entrevistas do Paraná Portal com os candidatos ao governo do estado, ela diz está exercendo o direito político de qualquer cidadão de participar das eleições e que teve essas dificuldades por não ser uma política profissional, uma “candidata de papelão”.

“Fizeram memes, recebi ataques, as pessoas esperam aqueles políticos com experiência, com desenvoltura, discurso pronto, super bem assessorados. Mas esses são os políticos pilantras, os que nos roubam, os que usam o aparato repressivo do estado contra a própria população”, disse a candidata. “Minha candidatura representa a extensão da minha militância no partido. Estamos exercendo o nosso direito democrático de participar das eleições porque estamos, junto com milhares de brasileiros reivindicando a liberdade do ex-presidente Lula, denunciar que a eleição sem Lula é fraude e ressaltar que estamos vivendo em um golpe de estado no nosso país, que quer aprofundar uma política de terra arrasada, eliminando direitos e deixando a população na miséria”, acrescentou.

Firme da defesa de Lula, Priscila Ebara disse, inclusive que recusou-se a apresentar propostas em seu programa de governo registrado no TRE porque não se pode falar em propostas para o estado quando se vive em um momento de golpe. “Acreditamos que nenhuma proposta será enquanto estivermos neste cenário de golpe. Nossa participação nestas eleições é uma participação de denúncia. Não temos a ilusão que vamos vencer as eleições. Mas nos apresentamos para mostrar que a eleição sem Lula é golpe”.

Mesmo assim, ela destacou as principais bandeiras do PCO, que prega a revolução, o governo operário e o comunismo, e disse que, como governadora, implementaria no estado a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, zerar impostos para os bens de consumo que não sejam de luxo, elevar o salário mínimo a R$ 4 mil, eliminar o pedágio, estatizar a saúde e a educação privada e interromper o pagamento da dívida pública e “acabar com os banqueiros”.


Confira a íntegra da entrevista:

 

 

Veja as outras entrevistas da série:

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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