Procurador Geral de Justiça assinará recurso contra soltura de Beto Richa

Roger Pereira


O coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime organizado no Paraná, Leonir Batisti, afirmou, nesta segunda-feira, que o procurador-geral de Justiça do Paraná, Ivonei Sfoggia, assinará recurso contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que determinou a soltura do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), preso na última terça-feira, na Operação Rádio Patrulha, que investiga o direcionamento de licitações e a cobrança de propina para a contratação das Patrulhas do Campo, veículos e equipamentos utilizados para a manutenção de estradas rurais.

MP vai recorrer de decisão que soltou Beto Richa

“O que fizeram comigo foi uma crueldade enorme”, diz Richa ao deixar a prisão

Richa foi solto na madrugada de sábado, após decisão de Gilmar Mendes em petição protocolada pela defesa do ex-governador e candidato ao Senado no processo em que o STF proibiu o uso da condução coercitiva como instrumento de investigação. Segundo a defesa, a prisão temporária de Richa foi um artifício utilizado pelo Ministério Público para driblar a vedação da condução coercitiva.

“O recurso vai ser interposto em breve e, quase que certamente, assinado também pelo procurador-geral de justiça, o que revela, realmente a nossa posição do Ministério Público do Paraná em face dessa decisão, da forma como ela foi preferida especialmente”, disse Batisti, que contesta os argumentos acatados por Gilmar Mendes, de que a prisão é sobre fatos antigos (ocorridos entre 2011 e 2014), não havendo urgência e nem risco para as investigações que justificasse a detenção. O procurador cita que o caso só foi descoberto em maio deste ano, a delação de Tony Garcia, que baseia a investigação só foi homologada em agosto e há indícios de uso de influência para dificultar a apuração dos fatos.

“A questão de prazo, por enquanto, não está evidenciado ainda, porque não fomos intimado diretamente. E vamos, eventualmente entrar com recurso como interessados, uma vez que, a rigor, quem impetra recurso no Supremo é o MPF, mas já há jurisprudência que permite ao MP estadual oferecer tal recurso”, explica o procurador.

Nesta segunda-feira, o Gaeco concluiu a oitiva de todos os envolvidos e, segundo Leonir Batisti, o próximo passo é o oferecimento de denúncia à Justiça.

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Repórter do Paraná Portal
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