Política
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Procurador da Lava Jato sai em defesa de Deltan: críticas são fundamentais

Roberson Pozzobon, procurador da Lava Jato em Curitiba, defendeu Deltan Dallagnol nesta terça-feira (26) após o coordena..

Vinicius Cordeiro - 26 de novembro de 2019, 14:53

PR - LAVA JATO - POLÍTICA -   Roberson Pozzobon, Procurador da República  durante coletiva de imprensa da 51ª da Operação Lava Jato, denominada Operação Deja Vu, na Sede da Superintendência da Policia Federal em Curitiba nesta terça-feira (08). Aproximadamente 80 policiais federais cumprem 23 ordens judiciais nos estados do Rio de Janeiro, Espirito Santo e São Paulo, sendo  04 mandados de prisão preventiva, 02 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.
Foto: Geraldo Bubniak/AGB
PR - LAVA JATO - POLÍTICA - Roberson Pozzobon, Procurador da República durante coletiva de imprensa da 51ª da Operação Lava Jato, denominada Operação Deja Vu, na Sede da Superintendência da Policia Federal em Curitiba nesta terça-feira (08). Aproximadamente 80 policiais federais cumprem 23 ordens judiciais nos estados do Rio de Janeiro, Espirito Santo e São Paulo, sendo 04 mandados de prisão preventiva, 02 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Roberson Pozzobon, procurador da Lava Jato em Curitiba, defendeu Deltan Dallagnol nesta terça-feira (26) após o coordenador da força-tarefa no Paraná ter sido advertido pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). A punição foi dada após Deltan ter criticado ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em uma entrevista à CBN.

"Creio que o que se espera e o que a sociedade brasileira precisa dos membros do Ministério Público é que atuem, que falem, que critiquem, que não se conformem, omitam ou sileciem, dentro e fora dos processos. Críticas respeitosas, como as que Deltan fez e faz, são fundamentais", disse Pozzobon.

https://twitter.com/RHPozzobon/status/1199374177901383683

PUNIÇÃO DE DELTAN

deltan dallagnoll, deltan, lava jato, curitiba, paraná, força-tarefa, promoção, recusa, conselho federal, mpf, pgr, procurador da república, procurador regional da república O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A decisão de punir Dallagnol foi tomada pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), órgão responsável por fiscalizar a atuação de promotores e procuradores. Em uma votação por 8 a 3, foi tomada em julgamento definido por 8 votos a 3 a favor da punição.

Apesar de não citar nomes, Deltan se referiu aos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski em sua entrevista à CBN. Toffoli foi quem entrou com o PAD (Pedido Administrativo Disciplinar).

Na visão do coordenador da Lava Jato, eles enviaram uma “mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção” ao comentar a decisão que tirou trechos de delações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Guido Mantega do ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

"Os três mesmos de sempre do Supremo Tribunal Federal que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre formando uma panelinha assim que manda uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção", declarou Deltan na ocasião.

Por fim, Deltan também deve responder outros PAD's. Alguns deles têm como base as mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil, questionando a atuação da Lava Jato após conversas entre Deltan e Moro.