Política
Compartilhar

Procuradora pede transferência de Lula por incômodos causados por manifestantes

A Procuradoria Geral de Curitiba, Vanessa Volpi Bellegard Palácios, peticionou a juíza da 12ª Vara Federal, Carolina Leb..

Fernando Garcel - 13 de abril de 2018, 18:09

Fotos: Ricardo Stuckert
Fotos: Ricardo Stuckert

A Procuradoria Geral de Curitiba, Vanessa Volpi Bellegard Palácios, peticionou a juíza da 12ª Vara Federal, Carolina Lebbos, sobre a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da superintendencia da Polícia Federal, no bairro Santa Candida, nesta sexta-feira (13).

Entre as justificativas, a procuradora cita a decisão liminar para que fosse bloqueada a passagem de manifestantes no perímetro definido, nas ruas que de acesso ao prédio da Polícia Federal, bem como proibindo a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade, sem prévia autorização municipal; o transtorno aos moradores da região e a manifestação do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal que também pediu a transferência do ex-presidente do local.

"O Município de Curitiba já exauriu as providências administrativas e judiciais para o cumprimento da ordem judicial, mas não tem atribuição legal para o seu cumprimento, dependendo da Polícia Militar para tanto.

O acampamento começou com militantes do Partido dos Trabalhadores e de movimentos sociais de diversas regiões do Paraná. Atualmente, a estimativa é de que duas mil pessoas passem diariamente pelos atos da vigília. São caravanas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além de manifestantes que chegam sozinhas ou em grupos menores, de outras partes do país.

O presidente do PT no Paraná, Dr. Rosinha, diz que foi procurado, até mesmo, por uma delegação de um país vizinho, interessada em participar da manifestação. Segundo ele, agora a preocupação é garantir a organização do acampamento. “Eu recebi um telefonema do Uruguai que eles estão saindo de lá com um ônibus. De uma vigília isso aqui passou a ser um acampamento. Nós ficamos preocupados em como encaminhar esse processo. A nossa intenção é fazer tudo em segurança, dentro da questão de higiene, pacífico, nada de violência. Tem um ou outro insiste em trazer cerveja aqui, eu entando aqui não entra. a gente não quer bebida alcoólica nenhuma aqui dentro”, disse.