Política
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Procuradores da Lava Jato se manifestam nas redes sociais sobre decisão do STF

Os procuradores do Ministério Público Federal no Paraná se manifestaram nas redes sociais durante todo o julgamento do h..

BandNews FM Curitiba - 05 de abril de 2018, 12:56

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

Os procuradores do Ministério Público Federal no Paraná se manifestaram nas redes sociais durante todo o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal. Na quarta-feira (04), os ministros negaram o recurso protocolado pela defesa de Lula. O procurador da força-tarefa da Lava Jato, Carlos Lima, publicou no facebook “ninguém é tão supremo que não deva ouvir o povo”.

Na manhã desta quinta-feira (05), Lima compartilhou uma lista de argumentos da Associação Nacional dos Procuradores da República que embasam a prisão depois da condenação em segunda instância. O procurador Roberson Pozzobon, que também integra a equipe da Lava Jato no Paraná, postou no Twitter “Viva! Frustada, por ora, a expectativa de vários condenados. Não foi hoje que a injustiça andou no vácuo”.

O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, ressaltou que conceder o habeas corpus a Lula poderia abrir a possibilidade de liberdade a todos os condenados em segunda instância.

Em entrevista à BandNews, o procurador defendeu que o julgamento dos ministros vai definir o rumo de casos envolvendo todos os poderosos que praticam crimes de corrupção.

"Muitas pessoas estão dizendo que é uma decisão sobre o ex-presidente Lula, mas não é. É uma decisão sobre todos os poderosos da Lava Jato e além. Sobre o que vai acontecer com Eduardo Cunha, com José Dirceu. Se perder o foro vai decidir o futuro de Aécio Neves e Renan Calheiros quando os casos deles descerem (nas instâncias da Justiça). E de todas as outras pessoas que estão sendo investigadas, processadas e vierem ser condenadas. Afeta todos os poderosos ao longo dos próximos anos", afirmou.

Na primeira participação ao vivo em um programa de televisão, o juiz Sérgio Moro também se manifestou a respeito da prisão de condenados depois da confirmação da sentença em segunda instância.

Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, no fim do mês passado, o magistrado afirmou que uma revisão da medida acarretaria na libertação de 114 presos sentenciados somente na 13ª Vara Federal em Curitiba, onde ele atua.

Nesta quarta-feira (04), depois de 11 horas de julgamento, os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram por 6 votos a 5 o pedido de habeas corpus preventivo da defesa de Lula.

O ex-presidente poderá pode recorrer novamente ao TRF4 e, só depois da análise final do caso na segunda instância, o juiz Sérgio Moro pode decretar a prisão dele.