Procuradores da Lava Jato dizem que é falsa a acusação de suposto vazamento de informações

Wálter Nunes - Folhapress

A força tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF -PR), responsável pela Lava Jato, divulgou uma nota nesta quinta-feira (19) para rebater a acusação de que procuradores da teriam vazados documentos para a revista Crusoé.

Intitulada “O amigo do amigo de meu pai”, a reportagem publicada pelos sites da revista Crusoé e O Antagonista, faziam  uma menção ao presidente da corte, Dias Toffoli, em um email enviado pelo empresário e delator Marcelo Odebrecht.

>>> Em derrota de Toffoli, Moraes recua e revoga censura a sites

Segundo a matéria, que motivou a ação do Supremo, Marcelo Odebrecht enviou à Polícia Federal, no âmbito de uma apuração da Lava Jato no Paraná, esclarecimentos sobre menções de tratativas lícitas e ilícitas encontradas em seus emails. Uma das citações, de acordo com o delator, era a Toffoli.

Na época do email, julho de 2007, Toffoli não era ministro do STF, mas ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), chegou a determinar que a matéria fosse retirada do ar, mas nesta quinta (18), recuou e revogou a decisão dele próprio.

A nota divulgada pela força tarefa da Lava Jato diz que os procuradores só acessaram o processo que continha as informações da reportagem após a matéria ter sido publicada pela revista digital.

 

reprodução MPF-PR

Veja na íntegra do MPF/PR:

Diante de especulações que surgiram no noticiário nos últimos dias, levantando suspeitas na tentativa de vincular supostos vazamentos a procuradores que atuam na operação Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), a força-tarefa vem a público esclarecer que:

1. Certidão com informações extraídas do sistema eprocpela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, disponível aqui, demonstra que os procuradores da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) só acessaram os autos em que foi juntado o documento de que trata a matéria da Revista Crusoé intitulada “O amigo do amigo de meu pai” às 22:04h de 11/04/2019, portanto, após a publicação da notícia sobre o assunto no site da revista e no site OAntagonista. A referida matéria estava disponível, pelo menos, desde às 20:01h de 11/04/2019.

2. Portanto, a tentativa leviana de vincular o vazamento a procuradores da FT é apenas mais um esforço para atacar a credibilidade da força-tarefa e da operação, assim como de desviar o foco do conteúdo dos fatos noticiados.

3. Diante do fato de que o documento foi produzido por particular e que a ele potencialmente tiveram acesso várias pessoas, a acusação – infundada, como provado – ignora a participação de outros atores no inquérito. Nesse contexto, a acusação direcionada aos procuradores levanta suspeita sobre a isenção de quem a realiza e sobre a real intenção de quem os persegue.

*Com informações Folha Press

Previous ArticleNext Article