Procuradores da Lava Jato repudiam fake news divulgada pelo site Conjur

Redação

Lava Jato rebate Aras e pede "independência funcional" aos procuradores

A Equipe da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, publicou na manhã desta segunda-feira (29), uma nota repúdio contra uma fake news veiculada pelo site do Conjur, na última sexta-feira (26), com relação à saída de três procuradores da força-tarefa.

Os procuradores do MPF (Ministério Público Federal), Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas de Macedo e Victor Riccely, deixaram a o grupo da Operação Lava Jato, em Brasília, na  noite de sexta-feira (26), após acusações contra a subprocuradora-geral da PGR (Procuradoria-Geral da República), Lindôra Araújo, de solicitar dados sigilosos de investigações em diversos estados.

Lindôra Araújo teria visitado a força tarefa da Lava Jato no Paraná e supostamente pediu acesso a processos e bases de dados dos procuradores, além de solicitar a liberação de um sistema que gravava ligações telefônicas.

A PGR se defendeu das acusações. Em nota, o órgão apontou que não realizou uma inspeção e sim uma visita de trabalho, assim como um pedido de compartilhamento formal de informações com anuência da Sppea (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise).

Em novo comunicado neste domingo (28), declarou que a saída de três procuradores da Lava Jato de Brasília estavam previstas e não afetam as investigações da operação. Segundo o órgão, a demanda no STF (Supremo Tribunal Federal) continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes.

O Conjur (Consultor Jurídico) é uma revista eletrônica especializada em notícias ligadas a temas jurídicos.

VEJA O QUE DIZ A NOTA DA FORÇA-TAREFA NA ÍNTEGRA:

Diante da fake news divulgada no site Conjur em 26/06/2020, a força-tarefa de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no caso Lava Jato informa que jamais adquiriu o equipamento/sistema Guardião ou qualquer outro equipamento de interceptação telefônica. Todas as interceptações telefônicas realizadas no caso Lava Jato foram autorizadas por decisão judicial e efetivadas exclusivamente pela Polícia Federal.

Também são mentirosas uma série de afirmações feitas na matéria publicada, como a de que houve “distribuição de processos fraudadas”. Todas as distribuições dos processos da Lava Jato em Curitiba são submetidas ao Poder Judiciário e são registradas eletronicamente por meio do sistema E-proc, da Justiça Federal, e do Sistema Único, do MPF.

A força-tarefa repudia a divulgação de informações evidentemente falsas pelo referido veículo.

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