Professor Galdino é detido por agredir vereadora Carla Pimentel

Fernando Garcel


A sessão da Câmara de Curitiba (CMC) foi interrompida após uma confusão envolvendo o vereador Professor Galdino (PSDB) e a vereadora Carla Pimentel (PSC) na manhã desta quarta-feira (14). Galdino foi acusado de assediar a colega em uma sala anexa ao plenário. O vereador foi detido pela Guarda Municipal e encaminhado para o 1º Distrito Policial de Curitiba.

De acordo com o relato de Carla, o vereador a agrediu fisicamente e teria assediado sexualmente. A cena foi presenciada por outros três vereadores. Depois do fato, a parlamentar pediu autorização para acionar a Polícia Militar (PM) e registrar o boletim de ocorrência. Informações de quem acompanhou a situação apontam que o vereador entregou um santinho para ela e depois quis pegar de volta, quando teria pulado em cima da mesa e partido para cima de Carla Pimentel, que estava do outro lado.

“Ele ofereceu à Carla [o santinho] para que ela copiasse o formato. A Carla guardou e disse ‘vou guardar porque você tem um milhão’ e nesse instante ele se revoltou dizendo ‘devolve o meu santinho’ a Carla rebateu e ele simplesmente pulou na mesa e foi se arrastando por cima da mesa até encontrar a Carla Pimentel, empurrando ela contra a parede. Nesse instante ele começou a apoiar suas mãos em cima do corpo dela. Eu o puxei para que não ficasse pior e outras coisas fizesse”, conta o vereador Bruno Pessuti (PSD) que presenciou o caso.

O vereador Rogério Campos (PSC) afirma que a situação foi mais que uma agressão física. “Ele se jogou com as mãos na altura do pescoço dela e foi descendo, apalpando até chegar no quadril dela. Uma cena horrível. Nojenta”, diz.

Segundo a corregedora da CMC, vereadora Noemia Rocha (PMDB), a denúncia de Carla Pimentel será anexada a representação da Direção de Comunicação contra Galdino. Há semanas, o vereador se envolveu em caso de assédio contra uma assessora de imprensa da Câmara. Na ocasião, o vereador usou o termo “cabaço”, em plenário, para se referir a uma funcionária da Casa.

> VÍDEO: Professor Galdino é levado para o 1º Distrito Policial de Curitiba

A vice-corregedora, Professora Josete (PT), subiu à tribuna e discursou sobre o caso. Segundo ela, Professor Galdino vem tomando atitudes como esta há algum tempo, mas que nunca havia feito com outras testemunhas no mesmo ambiente. “Nós vereadoras e vereadores não podemos nos calar. Temos que tomar atitudes para que ele seja punido. Desta vez temos testemunhas. Temos que cassar o mandato do Professor Galdino, não é possível que ele possa se candidatar novamente”, disse.

Josete também lembrou o caso envolvendo uma assessora de imprensa da Casa. “Não podemos deixar de citar o ocorrido contra a assessoria de imprensa da casa, quando ele agrediu verbalmente as servidoras”, afirma.

Em entrevista à coluna Sintonia Fina do Paraná Portal, Fernando Tupan, assessor de imprensa de Galdino, negou que tenha ocorrido qualquer situação envolvendo agressão e assédio sexual. “Na verdade querem denegrir a imagem de Galdino em razão de sua performance como candidato praticamente reeleito”, observou o assessor.

 

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