Professor Oriovisto atribui sua eleição ao desencanto da população com a política

Roger Pereira e Pedro Ribeiro

Na primeira vez que se candidatou a um cargo público, Oriovisto Guimarães (Podemos) foi o senador eleito com maior votação no Paraná, beirando os 3 milhões de votos. Em entrevista ao Paraná Portal, o professor e empresário atribui sua vitória ao desencanto da população com a política tradicional. Isso porque, para elegê-lo o paranaense derrotou, nas urnas o senador Roberto Requião (MDB) e o ex-governador Beto Richa (PSDB).

“A população já observou esses dois senhores e a sua atuação durante a vida pública. E acho que ela simplesmente disse a eles ‘não queremos mais vocês, queremos alguém que faça diferente’. E minhas propostas foram muito claras de como eu irei agir”, comentou.

Oriovisto explica, por que, depois de fundar, do zero o Grupo Positivo e transformá-lo, hoje, num dos maiores grupos empresariais do Paraná e do Brasil decidiu entrar para a política. “Me sinto com autoridade moral para desempenhar esse papel de senador, pedir o fim dos privilégios, a reforma política, leis mais duras contra a corrupção, mudanças na legislação para que a Justiça seja mais rápida. Vamos lá para contribuir para mudar o jeito de se fazer política no país. Me candidatei porque, como a maioria do povo brasileiro, senti que há um divórcio enorme entre a população, a vida real e os gabinetes de Brasília. Parece que eles vivem no mundo da lua”, disse. “Eu vou lá lutar pelas bandeiras que o povo brasileiro quer. O Brasil tem um encontro marcado com a verdade e é agora, a partir da próxima legislatura e a partir do próximo presidente, as coisas vão mudar e mudar muito nesse país”, acrescentou.

O empresário diz ter o combate à corrupção como principal bandeira. “Corrupção se combate com leis duras e uma Justiça ágil. Temos uma polícia federal excelente, o Ministério atuando muito bem. O judiciário está bastante ativo e funcionando com responsabilidade e velocidade adequada. Então, nosso principal problema está na legislação, no apoio a isso. Quero lutar muito por leis que facilitem a vida da polícia do MP e do Judiciário, tornado mais ágil”.


Mesmo pertencente a um partido pequeno, defende que a Reforma Política estipule uma cláusula de barreira mais rígida. “Não há linhas programáticas ou ideológicas para 30 partidos. Eles só querem fundo partidário e tempo de TV para negociar alianças”.

Na entrevista, Oriovisto também avalia a candidatura a presidência de Alvaro Dias (Podemos), seu padrinho político, e declara voto a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial. “Não deu certo a candidatura do Alvaro Dias porque estava num partido muito pequeno, com apenas 7 segundos de TV e porque a população optou pelos extremos. Bolsonaro não é o candidato dos meus sonhos. Mas eu não concordo com o PT e jamais votaria no PT depois de tudo o que eles fizeram. Eu já sei o que esperar do PT, com o Bolsonaro, eu tenho, pelo menos, o benefício da dúvida”.

Confira a íntegra da entrevista:

 

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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