Professores desocupam Alep e deputados votam reforma da Previdência na Ópera de Arame

Redação

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Depois de um dia inteiro de ocupação, os servidores estaduais em greve decidiram deixar, na tarde de hoje (4), o prédio da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). A sessão plenária foi transferida para o teatro da Ópera de Arame. Lá, os deputados estaduais analisam a reforma da Previdência enviada ao Legislativo pelo governador Ratinho Junior (PSD). A ocupação foi promovida por servidores públicos, professores e sindicalistas, muitos deles ligados à APP Sindicato, que representa professores e trabalhadores da educação.

Os servidores decidiram encerrar a ocupação porque o a sessão da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) foi transferida para a Ópera de Arame. O teatro fica a cerca de 5 km de distância da sede do Poder Legislativo. Além disso, o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) concedeu, em caráter liminar, uma ordem de reintegração de posse. A decisão previa, inclusive, o uso de força policial, se houvesse resistência.

De acordo com a APP Sindicato, antes da desocupação da Alep, o comando da greve dos professores decidiu realizar uma assembleia geral. Professores e outros servidores públicos do Paraná decidirão os rumos da greve em uma reunião prevista para começar às 17h, no Centro Cívico de Curitiba.

“Desocupamos, mas vamos denunciar o absurdo que ocorre na Ópera de Arame. O governo assumiu um caminho de ataque aos que prestam serviço para a população de conta com o apoio da maioria dos deputados, infelizmente”, afirmou o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão.

ALEP VOTA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, APP SINDICATO É CONTRA

Os servidores são contra dois projetos de lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Eles foram apresentados pelo Governo do Paraná e alteram as regras da previdência do funcionalismo público estadual. Entre as mudanças previstas está o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14%. Além disso, o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres se aposentarem.

“É democrático pelo interesse do País. No entanto, a gente tem que ser claro e objetivo: por trás dessa movimentação [App Sindicato] há o cunho ideológico e político. Nós temos que olhar o interesse público. Temos que olhar o interesse de 11 milhões de paranaenses. Além disso, temos que olhar a própria segurança da previdência dos servidores”, ponderou o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB).

PROTESTOS

Nesta terça-feira (3), servidores ocuparam o prédio da Assembleia Legislativa do Paraná em protesto contra a Reforma da Previdência Estadual. O tumulto começou pouco depois de o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), iniciar a Sessão Plenária. Nas galerias, 250 pessoas estavam autorizadas a acompanhar os trabalhos, mas o número de manifestantes era bem maior.

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Foto: Francielly Azevedo

Quem ficou fora do prédio, forçou a entrada. A polícia de início recuou e o portão da Assembleia Legislativa foi abaixo. Já dentro do edifício, os servidores tentaram entrar no Plenário, por meio do Comitê de Imprensa. Uma grade de ferro que protegia a porta de vidro foi arrancada.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar usou spray de pimenta e cassetetes. Do outro lado, os manifestantes jogaram contra os policiais pedaços de concreto arrancados de um vaso de planta.

De acordo com a APP Sindicato, duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital. Além disso, quatro servidores que entraram no Plenário foram detidos pela Polícia Militar.

Por fim, diante do cenário, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, encerrou a sessão plenária.

 

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