Professores estaduais do Paraná preparam agenda de manifestações contra reforma da previdência

Simone Giacometti


 

Nesta sexta (29) e no sábado (30) os professores da rede pública de ensino no Paraná que integram a APP-Sindicato serão recebidos em Brasília (DF) pelos deputados federais da Comissão de Constituição e Justiça, da qual fazem parte Felipe Francischini (PSL), Aliel Machado (PSB),  Diego Garcia (PODE),  Evandro Roman (PSD), Paulo Eduardo Martins (PSC),  Professor Luizão Goulart (PRB), Zeca Dirceu (PT),  Stephanes Junior (PSD) e  Rubens Bueno (PPS).

Os trabalhadores da educação estão com várias atividades agendadas contra as mudanças previstas na Reforma da Previdência.  A APP-Sindicato, que representa a categoria,  já confirmou  adesão à greve nacional marcada para 29 de abril, data em que haverá uma paralisação contra a reforma da previdência, pela data-base, jornada de trabalho e pauta da campanha salarial.

No Paraná, os educadores vão cobrar do governador  Ratinho Jr. (PSD) o pagamento de mais de três anos de atraso na reposição salarial.  “É muito importante que a gente leia o material da Campanha Salarial, que se inteire das questões que estão alterando a nossa forma de trabalho e aposentadoria. Somente a luta coletiva é que poderá nos dar a chance de reverter as medidas de ataques que estamos sofrendo”,  fala o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

No dia 13 de abril estão sendo preparados atos públicos em vários municípios do estado e participação em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná para discussão da jornada de trabalho. Os professores não descartam a possibilidade de paralisação estadual.

Entre as comemorações de 72 anos da APP-Sindicato, em 26 de abril, estão ações para divulgar a importância do sindicato como representação e defesa da categoria e da classe trabalhadora.

Protesto e homenagem

No último domingo (24), foi realizada a 7ª edição da Pedalada pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que começou com um ato na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba. Em seguida, militantes em defesa dos direitos das mulheres saíram em direção ao Parque Barigui, percorrendo diversas vias da região central da capital paranaense.

“A cada duas horas ocorre algum feminicídio no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, são 503 mulheres vítimas de agressão a cada hora, cinco espancamentos cada dois minutos. Estes índices nos colocam em posição de necessidade de luta para mudar essa realidade”, disse a secretária da Mulher da CUT Paraná, Anacélie Azevedo. Ela criticou ainda a “reforma” da Previdência apresentada pelo atual governo, que penaliza principalmente as mulheres e as pessoas mais pobres.

Nesta edição da pedalada também aconteceu uma homenagem para a professora Lirani Franco, dirigente estadual da APP-Sindicato que faleceu no dia 26 de fevereiro deste ano. “Ela dizia que veio ao mundo por amor, que escolheu lutar contra as injustiças e nunca se arrependeu das escolhas que fez. Enfrentou os coronéis na cidade onde nasceu, não teve medo de levantar a hora que fosse para estender a mão e acolher alguém. Ela sempre disse: tenham coragem”, relatou o companheiro da professora, Edson Cruz.

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