Batalha do Centro Cívico será lembrada em protesto de professores

Simone Giacometti


Os sindicatos ligados ao Fórum das Entidades Sindicais preparam uma greve geral para marcar os quatro anos do Massacre do Centro Cívico, quando o ex-governador Beto Richa (PSDB) aprovou mudanças na Paraná Previdência.  A manifestação, marcada para o dia 29 de abril, ainda tem como pauta a data-base, contra a Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) e pela manutenção de direitos.

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O Fórum das Entidades Sindicais (FES) apresentou ao  governo no final de março um demonstrativo financeiro comprovando as condições do Estado em honrar com o que está previsto em lei e tem nova reunião marcada para o próximo dia 25/04, às 10h.   Segundo declaração do  secretário de Administração do Paraná, Reinhold Stephanes,  o TCE-PR apontou para o Executivo que o Estado está ultrapassando os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e deve se adequar à legislação. O Governo afirma que gastou 45% da receita corrente líquida (RCL) para o pagamento de funcionários(as). Isso significa que o governo destinou 90,95% do permitido pela lei, que é de 46,55% e máximo 49,00% das receitas do estado.

Como forma de reduzir os gastos, foi informado aos professores que por conta disso não será possível fazer as progressões de carreira solicitadas pelos professores.   De acordo com a coordenadora do FES, professora Marlei Fernandes de Carvalho, o Fórum é totalmente contrário a declaração do secretário.  “Nós apresentamos a pauta e a principal questão é a reposição salarial. São três anos sem reajuste. Nós podemos debater os atrasos, mas não podemos ficar sem data-base neste ano”, comenta.

A dirigente também afirma que os servidores e servidoras  não vão abrir mão de nenhum direito conquistado como quinquênios, progressões e promoções. “Em 2015, o governador Beto Richa (PSDB) quis, em um pacotaço, retirar todos esses direitos e nós lutamos muito. Não vamos aceitar nenhum novo pacote que é colocado antes para a imprensa do que debatido com os servidores”, questiona.

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