Professores do Paraná entram no 2º dia de greve de fome em frente ao Palácio do Iguaçu

Mirian Villa

Professores do Paraná entram em greve de fome

Nesta sexta-feira (20), 47 professores do Paraná entraram no 2º dia de greve de fome em frente ao Palácio do Iguaçu, em Curitiba. O grupo pede a revogação do edital de contratação PSS (Processo de Seleção Simplificada).

O protesto dos educadores iniciou na quarta-feira (18), quando ocuparam o prédio administrativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). O grupo passou a noite no Plenarinho da Casa e, após uma determinação da Justiça, deixou o local na manhã de quinta-feira (19), por volta das 10h30, e se deslocou para o Palácio do Iguaçu, que é sede do governo estadual.

Na tarde de ontem, representantes da APP-Sindicato e do Governo do Paraná conversaram. No diálogo, foi acordado que servidores temporários da merenda e da limpeza passarão a receber o piso regional, que é R$ 1.380. Agora, eles recebem R$ 1.306. O valor será retroativo a janeiro de 2020.

Segundo o sindicato, a medida vai beneficiar, aproximadamente, nove mil trabalhadores a partir de dezembro. Apesar da boa notícia, não houve um acordo sobre a pauta principal dos servidores, que é a revogação do edital do PSS.

Por isso, uma nova reunião deve acontecer nos próximos dias, mas ainda não foi definida uma data. Enquanto isso, os professores do Paraná pretendem continuar a greve de fome.

Nos últimos anos, o processo de seleção de educadores temporários era realizado considerando os títulos e o tempo de serviço. Mas no edital desse ano, consta uma prova presencial, que está marcada para o dia 13 de dezembro.

De acordo com estimativas, a prova pode movimentar um total de 100 mil pessoas e, além do risco sanitário, os servidores afirmam que o PSS pode custar até R$ 4 milhões aos cofres do Estado. O sindicato também defende contratações via concurso público já que que, segundo a APP, houve diminuição no número de professores contratados por esse regime.

Já a Seed (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte) afirmou, por meio de nota, que o PSS foi pauta de reuniões com os professores ao longo de 2020 e que sempre manteve o diálogo aberto. Além disso, também explicou que a pedido dos servidores, manteve a prova de títulos e o tempo de serviço como critérios de seleção.

Professores do Paraná entram no 2º dia de greve de fome em frente ao Palácio do Iguaçu (Divulgação/APP-Sindicato)

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