Política
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PT revela estratégia após derrota do habeas corpus de Lula no STF

GÉSSICA BRANDINO E CATIA SEABRA/ SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu c..

Jordana Martinez - 05 de abril de 2018, 14:14

Chegada do ex-presidente Lula em São Vicente do Sul, no Instituto Federal, junto com a Gleisi Hoffmann e a ex-presidente Dilma Rousseff, durante sua passagem por 10 cidades gaúchas, em uma programação que se estende até a próxima sexta-feira (23). (Foto: Carlos Macedo/Agência RBS/Folhapress)
Chegada do ex-presidente Lula em São Vicente do Sul, no Instituto Federal, junto com a Gleisi Hoffmann e a ex-presidente Dilma Rousseff, durante sua passagem por 10 cidades gaúchas, em uma programação que se estende até a próxima sexta-feira (23). (Foto: Carlos Macedo/Agência RBS/Folhapress)

GÉSSICA BRANDINO E CATIA SEABRA/ SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os principais dirigentes do PT nesta quinta-feira (5) para definir quais estratégias serão adotadas após a derrota no julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Lula no Supremo Tribunal Federal.

Na reunião de emergência, foram decididas três frentes de atuação. A primeira é montar um acampamento permanente diante do prédio onde Lula vive, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A segunda, pressionar o STF para julgar as ADCs ".

DEFESA FALA EM VIOLAÇÃO DA DIGNIDADE

A defesa de Lula divulgou nota na manhã desta quinta (5) na qual também diz que "tomará todas as medidas legalmente previstas" para evitar a prisão.

Para os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, a decisão da corte de negar o habeas corpus ao ex-presidente "viola a dignidade da pessoa humana e outras garantias fundamentais".

Segundo eles, a decisão final é incompatível com a fala da maioria dos ministros, que manifestou entendimento favorável à garantia da presunção de inocência, conforme o artigo 5º da Constituição.

"É incompatível com a Constituição Federal e com o caráter ilegal da decisão que condenou Lula por crime de corrupção baseado em 'atos indeterminados' e sem a comprovação de qualquer solicitação ou recebimento de vantagem indevida", afirma a nota.

De acordo com a defesa, a condenação imposta a Lula pelas duas instâncias judiciais foi baseada na palavra de um corréu e teve um processo marcado por "grosseiras nulidades" e "incompatível com a descrição legal dos crimes atribuídos ao ex-presidente pela acusação".

O casal de defesa diz ter "firme expectativa" de que a condenação seja revertida "por um órgão justo, imparcial e independente".