“Quem mobiliza é ele, ninguém vai me eleger. Eu sou o apêndice”, diz vice de Bolsonaro

Roger Pereira e Francielly Azevedo - CBN Curitiba

O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Hamilton Mourão descartou nesta quinta-feira, em Curitiba, qualquer possibilidade de vir a substituir Bolsonaro, que está internado em São Paulo, após receber uma facada no último dia 6. “Só o substituiria se ele viesse a falecer. Ele está vivo, é o nosso candidato, o líder que vai nos fazer transformar o Brasil”, afirmou. Mourão disse que a chapa perde muito sem a presença de Bolsonaro na campanha “Quem mobiliza na rua é ele, ele é o homem das massas, ele é o agitador, ele é insubstituível. É ele que as pessoas vão eleger. Ninguém vai me eleger. Eu sou o apêndice”.

Questionado se tem mantido conversas com o cabeça da chapa. Mourão disse que Bolsonaro sequer pode conversar e criticou a série de visitas que o candidato tem recebido no hospital “Ele não pode conversar, se ele for conversar, ele se enche de gases. O mais importante agora é ele se recuperar. Não pode ficar aquelas idas e vindas ao hospital, que isso prejudica. Tanto que ontem ele teve que se submeter a um novo procedimento que não seria necessário caso ele tivesse ficado quieto”.

O general descartou qualquer desgaste na chapa, motivado por sua consulta para substituir Bolsonaro nos debates. “A campanha está unida, porque nosso objetivo é o projeto de Brasil. Vencer a eleição e a partir de janeiro iniciar a transformação do Brasil”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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