Ratinho Jr não assina carta a Bolsonaro sobre produção de vacinas

William Bittar - CBN Curitiba

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O governador Ratinho Júnior não assinou a carta preparada pelos governadores de 15 estados brasileiros endereçada ao presidente Jair Bolsonaro pedindo o acionamento da diplomacia para dialogar com os países produtores de vacina contra a Covid-19.

De acordo com a carta, o pedido é de diálogo com a China, Índia e Rússia para garantir a entrega do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) usado na produção das vacinas no Brasil. A carta foi protocolada na quarta-feira (20).

Segundo o documento, com o IFA, os institutos que hoje produzem a vacina no Brasil, como Butantan e a Fiocruz, será possível produzir doses do imunizante em maior quantidade e garantir a vacinação no país.

O documento ressalta “a relevância do pleito ora apresentado para o sucesso da estratégia nacional de vacinação”.

A carta foi protocolada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Pelas redes sociais, ele afirmou que a carta é um apelo ao presidente para que todos os líderes do país e a diplomacia estabeleçam um diálogo para garantir o cronograma de vacinação com os imunizantes Conoravac, AstraZeneca e Sputinik.

De todas essas vacinas, a Sputnik V é a única que não aparece no quadro de análise da Anvisa. Nesse caso, o Paraná seria o representante brasileiro na produção do imunizante russo.

Além de Wellington Dias, governador do Piauí, assinaram o documento os governadores:

  • do Alagoas, Renan Filho (MDB);
  • do Amapá, Waldez Góes (PDT);
  • do Ceará, Camilo Santana (PT);
  • do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB);
  • do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB);
  • do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM);
  • de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo);
  • do Pará, Helder Barbalho (MDB);
  • da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania);
  • de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB);
  • do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT);
  • do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB);
  • de São Paulo, João Doria (PSDB);
  • de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD);

Em nota, o Governo do Paraná informou que seguirá o PNI (Plano Nacional de Imunizações), pois, trata-se de um melhores planos do gênero no mundo, democrático e que permite que toda a população do país tenha acesso às vacinas, independente da condição financeira de estados e municípios.

A nota diz ainda que, se for necessário, o Estado está preparado para fazer a compra direta de imunizantes, com R$ 200 milhões em caixa para este fim.

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